Fernandinho rejeita ajuda psicológica para a seleção brasileira

Volante acredita que todos os jogadores da equipe são experientes e têm condições e analisar o que está errado para tentar mudar

Leandro Silveira - Enviado especial a Teresópolis, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 19h43

As lágrimas dos jogadores da seleção brasileira que se tornaram comuns durante a execução do Hino Nacional nas três partidas da fase de grupos da Copa do Mundo também se repetiram no último sábado, no Mineirão, mas em um cenário diferente. Afinal, vários deles choraram antes do início da disputa de pênaltis com o Chile, vencida por 3 a 2. O volante Fernandinho, porém, defendeu seus companheiros nesta segunda-feira e garantiu que ninguém precisa de ajuda externa para manter o controle emocional.

"As conversas que tivemos com as psicólogas foram muito boas. Agora é entre nós, no vestiário. Todos são experientes, cascudos, com condições de analisar as coisas e tentar mudar. O que pode fazer a diferença é a conversa entre nós. Todos sabem o que precisam melhorar. Procuro ficar da forma mais tranquila possível e me concentrar ao máximo", disse Fernandinho.Antes do início da Copa, os jogadores da seleção foram avaliados pela psicóloga Regina Brandão, que já realizou trabalhos anteriores com o técnico Luiz Felipe Scolari. E, de acordo com Fernandinho, isso foi suficiente para preparar um grupo classificado como "cascudo" por ele.

O volante destacou que todos da seleção sabem da importância de disputar uma Copa dentro do Brasil e tentar vencê-la. Ele tratou de defender seus companheiros ao avaliar que cada um reage de uma forma diferente. E lembrou, que apesar de toda a pressão, o Brasil conseguiu superar o Chile na disputa de pênaltis, no último sábado, no Mineirão, e avançou para as quartas de final do Mundial.

"Sabemos que temos responsabilidade grande, de representar o País, 200 milhões de pessoas que podem ter uma alegria por causa de nós. Como seres humanos, podemos sentir emoções em momentos críticos. Conseguimos manter a concentração nos pênaltis. Talvez o Julio Cesar tenha sido quem mais se concentrou. Antes mesmo dos pênaltis, ele transmitiu muita confiança", lembrou.

Questionado diversas vezes em entrevista coletiva nesta segunda-feira sobre a pressão psicológica enfrentada pela seleção, Fernandinho avaliou que o assunto deve ser esquecido. "Vamos trabalhar nessa semana para ver o que a Colômbia tem de forte e de fraco também. Não adianta a gente dar ênfase nisso e esquecer o jogo de sexta", defendeu.

Na próxima sexta-feira, diante da Colômbia, a seleção terá que superar o recente trauma de ter sido eliminado nas quartas de final das duas últimas edições da Copa, pela França em 2006 e pela Holanda em 2010. Fernandinho, porém, garantiu que o assunto não é comentado dentro do grupo atual, mesmo pelos jogadores que estiveram presentes nessas duas derrotas."

A gente não conversa sobre o que passou. Vivemos o presente, esse momento maravilhoso nas nossas carreiras. Evitamos conversar sobre o que aconteceu. Estamos muito focados no hoje, no presente. Será o jogo mais importante de nossas vidas e vamos fazer tudo pra classificar", concluiu.

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