Filho de Abedi Pelé brilha em família ganesa de boleiros

Aos 24 anos, Andre Ayew quer ter a sua própria história no futebol e fica um pouco incomodado com as perguntas sobre o pai famoso

PAULO FAVERO - Enviado especial a Fortaleza, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2014 | 07h46

Destaque de Gana na Copa do Mundo, Andre Ayew vem de uma família de boleiros. Autor de dois gols na competição, contra Alemanha e Estados Unidos, ele é filho de Abedi Pelé, um dos maiores jogadores africanos da história. "Acho que é algo que está no sangue. Nós temos essa oportunidade de ser uma família de jogadores e tentamos usar essa oportunidade ao máximo possível", disse.

Aos 24 anos, o rapaz quer ter a sua própria história no futebol e por isso fica um pouco incomodado com as perguntas sobre o pai famoso. "Ele ganhou um troféu e chegou aos níveis mais altos, mas não influenciou a mim ou ao meu irmão Jordan. Claro que temos a sorte de poder contar com muitas pessoas da família que estão no futebol e podem nos dar conselhos", afirmou.

Abedi Pelé nunca disputou uma Copa do Mundo, ao contrário do filho Andre, que está em seu segunda participação. O pai conquistou uma vez a Liga dos Campeões da Europa e teve diversas conquistas de melhor jogador africano. Para o filho, o apelido caiu como uma luva. "Ele ganhou o nome por causa do Pelé, ele era muito habilidoso", comentou.

O técnico Appiah, que agora comanda Andre, jogou ao lado do pai do garoto. "O futebol de Gana tem um estilo próprio, mas nos chamavam de africanos brasileiros. Naquela época, era muito comum ganhar apelidos de jogadores brasileiros e o pessoal gostava. Como o Abedi era um excelente jogador e era muito bom nos dribles, passaram a chamá-lo de Pelé", revelou Appiah, que garante não ter ganhado nenhum apelido quando jogava.

Agora, Andre e Jordan, o outro irmão que está na seleção, tentam traçar o próprio caminho com Gana, mas sabem que a situação está um pouco delicada, pois em duas partidas o time conquistou apenas um ponto. "Jogar com meu irmão é algo fantástico, não é todo mundo que tem essa oportunidade e queremos atingir resultados juntos. Temos fé, então tudo é possível", comentou Andre.

O camisa 10 de Gana acha que o time precisa se orgulhar do bom jogo que fez contra a favorita Alemanha, mesmo tendo empatado por 2 a 2. "Não temos de ficar desapontados por este jogo. Sabemos que podemos fazer algo mais na competição, mas pecamos no primeiro jogo", afirmou, citando a derrota para os Estados Unidos por 2 a 1. "Gana vai ser como sempre foi. Falam de nossa capacidade física, mas também somos técnicos e temos muita qualidade. Vamos morrer pelo nosso país, vamos fazer tudo em campo para deixar nossa nação orgulhosa", concluiu.

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