Força ofensiva é o meu diferencial na seleção, afirma Fernandinho

Felipão indica a entrada do volante no lugar de Paulinho

Leandro Silveira - Enviado especial a Belo Horizonte, Agência Estado

27 de junho de 2014 | 14h38

Prestes a receber a chance de disputar a sua primeira partida como titular da seleção brasileira na Copa do Mundo, Fernandinho acredita que a sua qualidade e força para chegar ao campo de ataque é um dos diferenciais que o levaram a ser convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para o torneio. E que deve colocá-lo em campo neste sábado, em Belo Horizonte, no Mineirão, diante do Chile, em partida válida pelas oitavas de final. E ele destacou que a sua passagem pelo futebol europeu foi importante nesse aprendizado.

"Aqui no Brasil, nós temos o costume de chamar um jogador de primeiro volante, que é aquele que só marca. Mas, como a maioria de nós está acostumada a jogar na Europa, a gente já está habituado. Os volantes também armam as jogadas e chegam na frente para finalizar. Talvez por isso a gente tenha jogadores que jogam nessa função e chegam na frente, acabam fazendo gol e armando algumas jogadas também", disse, em entrevista ao site oficial da Fifa.

Luiz Felipe Scolari ainda não confirmou a escalação do Brasil para o jogo com o Chile, mas indicou a entrada de Fernandinho entre os titulares ao colocá-lo na equipe principal durante o coletivo de quinta-feira, na Granja Comary, em Teresópolis. Assim, ele substituiria Paulinho.

Essa força de Fernandinho para chegar na grande área adversária com a bola foi destacada pelo atacante Fred como uma das principais virtudes do volante. "É um jogador de muita força, muito rápido. O Paulinho chega mais na área sem a bola. O Fernandinho carrega mais", avaliou.

Essa característica de Fernandinho pôde ser enxergada na última segunda-feira, quando ele entrou no intervalo da vitória por 4 a 1 sobre Camarões, no último sábado. Primeiro, ele deu o passe para David Luiz cruzar e Fred fazer o terceiro gol brasileiro. Depois, ele mesmo marcou o seu gol, numa jogada que também envolveu Oscar e Fred. E ele não esconde que se emocionou ao definir a goleada da seleção.

"Entrar e fazer gol com a camiseta da seleção, em uma Copa do Mundo, jogando em casa? Passa tanta coisa na cabeça...", disse. "Um dos principais é a emoção que a família e os meus amigos sentiram no momento. Talvez seja ainda maior do que a minha. Eu vou tomar um banho, voltar para o hotel e continuar concentrado. A família está em casa, vai receber carinho de outras pessoas, então talvez eles vão sentir uma emoção maior do que a minha. Fico muito feliz de poder proporcionar isso para eles", completou.

Na expectativa de mais um compromisso da seleção na Copa, Fernandinho se lembra das mudanças que passou em um ano. O volante se transferiu para o Manchester City, recebeu uma chance de Felipão no último amistoso antes da convocação para o Mundial, foi campeão inglês e agora deve disputar uma partida decisiva pelo Brasil como titular.

"A partir do ano passado, quando eu me transferi para a Inglaterra e comecei a disputar uma liga muito maior, que tinha muito mais visibilidade, meu objetivo foi aflorando, eu fui batalhando, fui buscando e, em março deste ano, tive a convocação para o jogo com a África do Sul. Tudo que eu comecei a fazer a partir de junho de 2013 foi no objetivo de chegar aqui na Copa do Mundo", festejou Fernandinho.

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