Holanda e México tentam manter o sonho do título inédito vivo

Equipes terão de lidar com altas temperaturas em Fortaleza

Paulo Favero e Sergio Torres - Enviados especiais a Fortaleza , O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 22h00

Com semelhanças e diferenças importantes, Holanda e México buscam uma vaga nas quartas de final da Copa neste domingo, às 13h, no Castelão, em Fortaleza, para manter vivo o sonho do título inédito. Os europeus já chegaram perto da taça, mas bateram na trave três vezes. Os latinos tiveram a melhor chance quando atuaram em casa, mas caíram nas quartas de final (tanto em 1970 quanto em 1986). Agora, o destino colocou as duas seleções frente a frente.

No banco de reservas estão dois treinadores de estilos bem distintos, mas que conviveram com pesadas críticas no início do trabalho. Com bons resultados, ambos silenciaram momentaneamente os opositores e sabem que têm o grupo de jogadores nas mãos. "Você não consegue fazer nada sem harmonia entre a comissão técnica e a equipe. Nós temos isso", garante o técnico Van Gaal.

As duas seleções são bem armadas e pensam, primeiramente, no setor defensivo para só então cogitar fazer estragos no ataque. A Holanda tem três zagueiros, assim como o adversário, e dois volantes de muita marcação, que não temem fazer faltas para brecar o jogo. Quando roubam a bola, o objetivo é passar para o rápido Robben, que tem condições de fazer a diferença. Isso sem contar a boa fase de Van Persie e a qualidade de Sneijder no meio.

Já o México tem um bom conjunto, com uma defesa sólida, um meio de campo com jogadores de grande movimentação e dois alas que costumam apoiar muito o ataque. Na frente, Peralta é o jogador de definição e Giovani dos Santos é rápido e atua mais pelos lados do campo. Sem falar de Javier 'Chicharito' Hernández, uma arma no banco de reservas.

O técnico holandês entende que o México é um time que tem um conjunto melhor que o do Chile, adversário de sua seleção na primeira fase da Copa do Mundo. Segundo Van Gaal, os chilenos contam com estrelas como Alexis Sánchez e Arturo Vidal, que podem fazer a diferença. "Não há distinção tão grande na forma como o Chile e o México jogam", explica.

Com duas equipes equilibradas, o duelo tático terá grande importância. Van Gaal esconde suas armas e Miguel Herrera avisa que tudo que tinha de mostrar já foi mostrado. O que pode fazer a diferença, principalmente no segundo tempo, é o calor. O México fez as três partidas da primeira fase no Nordeste e está ambientado. Já a Holanda sabe que terá dificuldades.

Van Gaal conta que os jogadores já estão orientados a beber muita água em toda parada para atendimento durante os 90 minutos. "Tomara que tenha parada técnica, mas vamos colocar garrafinhas em volta da nossa área. A desidratação é uma preocupação. Todos os meus jogadores sabem disso", diz o treinador, assustado com a temperatura acima dos 30°C.

O que pode ajudar também o México é a presença maciça de torcedores latinos no Castelão. Os astecas já estão na capital cearense e devem lotar o estádio. "Já falei com os jogadores que isso não pode ser problema. Contra o Chile também tínhamos menos fãs, mas, se você joga com essa atmosfera, não existe uma montanha intransponível", conclui Van Gaal.

 

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