Jogadores da seleção chilena têm relação estreita com o Brasil

Mena, Valdivia e Aranguiz atuam pelos clubes Santos, Palmeiras e Internacional, enquanto Vargas já teve passagem pelo Grêmio

LEANDRO SILVEIRA, Agência Estado

26 de junho de 2014 | 15h58

Adversários nas oitavas de final da Copa do Mundo, as seleções do Brasil e do Chile possuem relação e envolvimento bem diferente quando o assunto é o futebol do outro. Afinal, os chilenos parecem ser bem mais ligados ao futebol do Brasil do que o contrário. E isso explica porque os brasileiros não se empolgam e nem evocam a rivalidade sul-americana às vésperas do duelo de sábado, no Mineirão, em Belo Horizonte.

O lateral Mena chegou ao Santos em 2013 e, mesmo que ainda não tenha brilhado, costuma ser titular do clube da Vila Belmiro. Já o meia Valdivia está na sua segunda passagem pelo Palmeiras, já trabalhou com o zagueiro Henrique e o técnico Luiz Felipe Scolari, e é ídolo da torcida. E o meio-campista Charles Aranguiz é um dos destaques do Internacional desde a sua chegada ao clube no início de 2014.

Outros jogadores da seleção chilena também já tiveram passagem pelo futebol brasileiro. São os casos do atacante Eduardo Vargas, que atuou pelo Grêmio em 2013, do centroavante Mauricio Pinilla, com passagem decepcionante pelo Vasco em 2009, e do meia Jean Beausejour, que defendeu o Grêmio em 2005, enquanto o goleiro Johnny Herrera atuou pelo Corinthians em 2006.

Do grupo brasileiro, o atacante Neymar é aquele jogador com relação mais estreita com um chileno, o também atacante Alexis Sanchez, seu companheiro no Barcelona, que oficializou na última quarta-feira a contratação do goleiro Claudio Bravo. E a rotina de convivência não vai muito além disso.

Titulares da seleção, como o zagueiro David Luiz, o atacante Hulk e o volante Luiz Gustavo, deixaram muito jovens o futebol brasileiro e nem tiveram a oportunidade de enfrentar rivais sul-americanos na Copa Libertadores. Assim, as experiências se resumem mesmo aos confrontos com a camisa do Brasil, seja em amistosos, na Copa América, na Copa das Confederações ou agora na Copa do Mundo.

Assim, Luiz Gustavo garante que nunca disputou uma partida sob forte catimba contra sul-americanos. "Não vivi situação diferente com sul-americanos, até por ter saído cedo do Brasil. Não vejo diferença e se tratando de mata-mata, não tem que escolher o adversário", disse o volante.

Luiz Gustavo, porém, se lembra bem das dificuldades enfrentadas no ano passado, na vitória por 2 a 1 sobre o Chile, em amistoso disputado no Canadá, em novembro. "Jogamos contra eles um amistoso e foi de muita dificuldade, de alto nível. Vimos suas qualidades, têm grandes jogadores, então vai ser uma partida maravilhosa", disse.

Quem viveu situação conturbada num duelo contra o Chile foi o meia Willian, em duelo pelo Sul-Americano Sub-20 de 2007, que terminou em briga generalizada. "Foi uma experiência grande para nós, só eu desse grupo estava nesse Sul-Americano. Claro que seleções sul-americanas gostam de catimbar, mas não temos que cair nessas. Somos experientes. É pensar em fazer o nosso jogo, jogar com alegria e respeitar o Chile", comentou o jogador brasileiro.

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