Justiça nega pedido da Fifa e mantém pausa para água nos jogos

Tribunal Regional do Trabalho entrou com determinação judicial para que a entidade máxima do futebol seguisse suas regras

Sérgio Spagnuolo, REUTERS

27 de junho de 2014 | 19h38

A Justiça do Trabalho rejeitou o pedido apresentado pela Fifa nesta sexta feira contra uma decisão judicial da semana passada que determinava paralisações durante os jogos da Copa do Mundo para que os jogadores pudessem se reidratar.

O juiz Rogério Neiva Pinheiro, da 1ª Vara do Trabalho de Brasília, determinou na semana passada que a Fifa seguisse suas próprias regras para hidratação dos jogadores durante as partidas, em torno dos 30 minutos de cada tempo, quando a temperatura igualar ou superar os 32ºC.

A Fifa argumentou "que não há base jurídica que justifique a determinação judicial para que seja obrigada a cumprir regras implementadas por ela mesma, às quais não descumpriu nem pretende descumprir", segundo nota do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas o pedido foi negado pelo desembargador Brasilino Santos Ramos, sob o argumento que "Justiça do Trabalho pode e deve apreciar qualquer relação laboral", de acordo com o comunicado no site do TRT da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins).

"Se a ação é oriunda da prestação de trabalho desempenhada pelos jogadores de futebol, e se discute as condições em que esse labor é exercido, não há como afastar a competência da justiça trabalhista", afirmou o desembargador, segundo a nota.

Em caso de desobediência, a Fifa será multada em R$ 200 mil por partida.

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