Klose 'esquece' recorde temporariamente e diz só pensar na final

Para o camisa 11 alemão, o mais importante é o título da seleção, mas promete conversar sobre o recorde: 'Mas isso será só no futuro'

Mateus Silva Alves - enviado especial a Santa Cruz Cabrália, O Estado de S. Paulo

10 Julho 2014 | 13h10

Miroslav Klose se tornou na terça-feira o maior artilheiro da história das Copas do Mundo isolado, com 16 gols, um a mais do que Ronaldo, mas não parece muito impressionado com essa façanha. O veterano goleador não pensa em outra coisa no momento que não seja derrotar a Argentina no domingo, no Maracanã, e voltar para a Alemanha como campeão mundial.

Há motivos para o jogador de 36 anos pensar assim. Ele esteve nas últimas três Copas e em todas chegou perto do título, mas não o conquistou. Com Klose como centroavante, a Alemanha foi vice-campeã em 2002 e terceira colocada em 2006 e em 2010. O jogador não quer ficar no quase de novo.

"Chegou a hora de voltar para a Alemanha com o título", disse Klose em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira em Santa Cruz Cabrália, onde a Alemanha se concentra durante o Mundial. "Qualquer um que me conhece sabe que meu foco está na final. Haverá um momento mais apropriado para aproveitar esse recorde, mas isso será só no futuro. Se nós perdermos a decisão, minha alegria será bem menor."

Klose não deixou de dedicar palavras respeitosas a Ronaldo, que estava no Mineirão na terça-feira e, portanto, viu de perto a sua marca ser quebrada pelo polonês naturalizado alemão.

"Eu jogo na Itália (na Lazio) e lá todos me dizem que ele foi o melhor que já jogou nos estádios italianos", falou o goleador. "Ele era o melhor atacante contra quem você poderia jogar, era o mais completo. Além disso, tem uma grande personalidade, é uma grande pessoa. Não deve ter sido muito alegre para ele ter me visto quebrar seu recorde, deve ter sido um pouco amargo."

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