Luiz Felipe Scolari se preocupa com os 'pendurados'

Treinador quer que seleção defina vitória no início para que ele possa poupar Neymar, Thiago Silva e Luiz Gustavo

Sílvio Barsetti - Enviado especial a Brasília

23 de junho de 2014 | 05h00

A expectativa do técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, é que o time decida logo o jogo de hoje com Camarões para que ele possa fazer algumas mudanças e assim evitar o risco de perder um ou outro titular para o confronto das oitavas de final. Três dos principais atletas da equipe, Neymar, Thiago Silva e Luiz Gustavo, já receberam cartão amarelo. O Brasil jogará no sábado, no Mineirão, em Belo Horizonte, se terminar na liderança do Grupo A ou no domingo, no Castelão, em Fortaleza, se acabar a primeira fase com o segundo lugar na chave.

Somente depois das quartas de final os cartões serão zerados. Além do trio, também já foi punido com a mesma advertência o meia Ramires, hoje na reserva da equipe de Felipão.

A maior preocupação da comissão técnica é com Neymar. Há dois motivos que se interligam. Um, óbvio, por ele ser o melhor da equipe. E o outro diz respeito à forma de o atacante jogar, ajudando na marcação. Assim, às vezes, comete faltas despropositais.

Foi o que fez no jogo de abertura da Copa, com a Croácia, quando empurrou com a mão o rosto de um adversário numa disputa de bola. Resultado: levou o cartão e agora vai precisar pensar rápido na hora de uma dividida ou quando quiser reclamar da arbitragem.

Na eventualidade de um jogo com placar elástico a favor do Brasil, a tendência é que Neymar seja substituído por Bernard no decorrer do segundo tempo.Essa estratégia da seleção é extensiva a Thiago Silva e Luiz Gustavo, dois dos mais regulares jogadores do time.

Se for possível, o primeiro pode ceder a vaga durante a partida para Dante e o volante ser substituído por Fernandinho. Isso ficou claro no treino da tarde de sexta-feira, ainda na Granja Comary, em Teresópolis, horas antes da viagem para Brasília.

Orientação. Apesar de o assunto não ter sido abordado publicamente, Neymar teria tido a orientação de forçar o segundo cartão amarelo contra o México desde que a seleção estivesse com a vitória assegurada. Não jogaria hoje, mas estaria livre do desconforto de se ver fora de um mata-mata por causa de alguma imprudência ou de uma interpretação mais rigorosa da arbitragem.

A situação de Luiz Gustavo e Thiago Silva tem uma pequena peculiaridade. Os dois executam função de proteção e é praticamente inevitável que não façam faltas, a fim de impedir algum ataque mais agudo da seleção de Camarões.

Não há nenhuma ordem explícita de Felipão para que os dois deixem de cumprir o papel que lhes cabe. O técnico só não vai perdoá-los com facilidade se um dos dois ou ambos receberem outro cartão amarelo por reclamação ou uma falta desnecessária.

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