Nas arquibancadas, latinos vencem de goleada na Copa

Muitos holandeses foram surpreendidos com o 1º lugar da seleção no Grupo B e não tiveram como mudar o roteiro da competição

Paulo Favero e Sergio Torres - Enviados especiais a Fortaleza , O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 22h00

A Holanda foi recebida na sexta-feira em Fortaleza por meia dúzia de torcedores, mas o México chegou diante de grande multidão, horas mais tarde. Isso já dá uma amostra de como será o tom dos fãs para a partida decisiva deste domingo, na Arena Castelão. Muitos holandeses ficaram surpresos com a classificação da seleção europeia em primeiro lugar no Grupo B e, por isso, não tiveram como mudar o roteiro.

Já os mexicanos voltaram para a mesma cidade que estiveram há quase duas semanas, quando a seleção enfrentou o Brasil, e a expectativa é de nova invasão asteca para a partida deste domingo. "Vamos tentar fazer história e passar para as quartas de final. Nosso objetivo é chegar longe nesta competição e, para isso, temos de superar a Holanda", afirmou o atacante Oribe Peralta, demonstrando otimismo para o duelo que vale vaga nas quartas de final da Copa - contra Costa Rica ou Grécia.

A força da torcida pode fazer grande diferença para o confronto. O estádio estará cheio e os mexicanos - em maior número que os holandeses - costumam fazer imenso barulho. Foi assim contra o Brasil, quando, mesmo em minoria, os fãs calaram a torcida canarinho por muitas vezes. "A gente percebe que nossos torcedores vêm nos motivando demais. No jogo com o Brasil, por exemplo, apesar de a gente estar em um terço do estádio, nossos fãs gritaram a todo o pulmão", disse o técnico Miguel Herrera.

Já os holandeses acham que podem contar com a simpatia dos torcedores brasileiros, principalmente os nordestinos. O país tem uma história com a ocupação da região. No século 17, foi erguido o Forte Schoonenborch, que acabou sendo o embrião da capital cearense.

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