Números mostram Brasil mal atacando e defesa eficiente

Apesar da classificação, ataque do Brasil vai mal em partida

Agência Estado

28 de junho de 2014 | 17h06

A necessidade dos pênaltis deixou claro que o Brasil teve trabalho para vencer o Chile neste sábado e avançar às quartas de final da Copa. E isso aconteceu principalmente porque o ataque brasileiro saiu-se mal, enquanto a defesa mais uma vez foi segura à frente de Julio Cesar.

Pelo que mostram as estatísticas oficiais da Fifa, o time brasileiro finalizou 23 vezes e 10 desses chutes foram para fora. Como comparação, diante de Camarões, no último jogo da primeira fase, foram 19 finalizações, mas só uma delas foi fora do alvo. Ainda assim, o goleiro Bravo teve que fazer seis defesas, mesmo número de intervenções dos goleiros de México e Camarões nos jogos contra o Brasil.

Do outro lado, o sistema defensivo liderado por Thiago Silva e David Luiz trabalhou bem na proteção a Julio Cesar, apesar do gol causado por uma desatenção coletiva. Tanto é que o goleiro só precisou fazer uma defesa com a bola rolando, num chute à queima-roupa de Aránguiz. Em toda a Copa, o goleiro só fez seis intervenções além dos dois pênaltis que ele pegou para classificar o Brasil às quartas.

De forma geral, o jogo contra o Chile foi equilibrado. Na posse de bola, a Fifa aponta ligeira vantagem chilena: 51 a 49, causada principalmente pela melhora do Brasil na prorrogação, depois que Vidal saiu. Os rivais, porém, trocaram mais passes: 437, contra 392 do time brasileiro. Na estreia, contra a Croácia, em apenas 90 minutos, o Brasil trocou 433 passes.

Os rivais deste sábado tiveram números muito parecidos em bolas perdidas (116 e 113) e roubadas de bola (66 a 63), com o Brasil à frente. O time da casa também fez mais faltas (28 a 23), levou mais amarelos (4 a 3) e teve mais escanteios (9 a 5). De todas as estatísticas, o Chile só liderou mesmo em posse, passes e distância percorrida.

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