Queiroz parabeniza jogadores do Irã e confirma adeus

Técnico reclama que não recebeu postura oficial da federação

FERNANDO FARO, Agência Estado

25 de junho de 2014 | 16h34

A derrota para a Bósnia por 3 a 1 deve ter sido a última do Irã sob o comando do português Carlos Queiroz. Em sua entrevista após a partida desta quarta-feira na Fonte Nova, o técnico disse ter esperado quase um ano por uma resposta da federação local, mas não teve nenhum aceno sobre sua continuidade no cargo.

Queiroz já havia falado que não continuaria na seleção iraniana, mas voltou a tocar no assunto quando foi questionado na entrevista após o jogo com a Bósnia. Ao falar sobre sua situação com a equipe, ele chegou a citar a relação como um "casamento" e agradeceu o período em que morou no Oriente Médio.

"Não recebi nenhuma proposta concreta. Dessa forma, foi uma honra trabalhar com o Irã, com os jogadores e suas pessoas. Eu me apaixonei pelo Irã, mas não há casamento sem que uma das partes queiram. Nesses 11 meses eu apenas esperei. E, em determinado momento, fui forçado a tomar uma decisão. Só posso agradecer e dizer que terei os jogadores, o país e as pessoas no meu coração", afirmou Queiroz.

O treinador ainda fez um balanço de seu período à frente da seleção e criticou duramente o calendário asiático, que, a seu ver, é prejudicado pela tentativa de imitar o que se faz na Europa. Apesar das críticas, ele se diz satisfeito com o trabalho desenvolvido.

"Quando você termina um trabalho, termina sem arrependimentos ou culpas. Fizemos o que era possível, lutamos até o limite em todos os treinos e jogos. Esses atletas tiveram uma grande atitude em todos os momentos, e eu digo ao país que eles devem se orgulhar desse grupo. Vi jogadores mortos no campo, mas lutando e atacando mesmo sem forças", disse Queiroz.

Após disputar a Copa do Mundo com o Irã, especula-se que o destino do treinador português será a África do Sul, onde ele já trabalhou entre 2000 e 2002.

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