Seleção nigeriana treina normalmente após polêmica com prêmios

Jogadores entraram em acordo com o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, mas o técnico não quis revelar os detalhes

Agência Estado

28 de junho de 2014 | 18h45

A poeira baixou após a polêmica envolvendo o pagamento de premiações e o elenco da Nigéria treinou normalmente neste sábado. Todos os jogadores à disposição do técnico Stephen Keshi participaram das atividades de preparação visando as oitavas de final da Copa do Mundo contra a França, nesta segunda-feira, em Brasília.

O treinador não quis comentar o acordo feito na última quinta entre os atletas e o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, que resolveu o problema das premiações pela classificação da equipe. O treinador, no entanto, destacou a importância de seus jogadores estarem focados para o duelo diante dos franceses.

"Nossa postura em todas as partidas deve ser sempre a mesma: entrar pra ganhar", afirmou. "Jogando contra a Espanha pela Copa das Confederações ou contra a Libéria em um amistoso, sempre digo a meus meninos que a vitória é inegociável", acrescentou.

Na atividade deste sábado, a maior preocupação entre os lesionados, o meia Victor Moses, treinou bem junto com os companheiros de equipe na capital federal e não preocupa para a partida eliminatória. A única baixa do elenco fica por conta do meia Michael Babatunde, que fraturou o braço no jogo contra a Argentina e está fora do Mundial.

Passando ou não para as quartas de final, o Mundial de 2014 já é histórico para a África. Nigéria e Argélia são os personagens da única vez até hoje na qual duas seleções africanas avançaram simultaneamente para uma fase de mata-mata de Copa do Mundo. E pode ser mais ainda: se ambas as seleções avançarem, haverá uma quartas de final 100% africana no Maracanã.

"Nós não queremos pensar em quem enfrentaremos nas quartas, caso consigamos vencer. Não estamos incomodados", afirmou. "Tudo que sabemos é que precisamos ganhar na segunda-feira", completou o treinador.

PROBLEMA COM PRÊMIOS 

Na última quinta, a seleção nigeriana inclusive precisou cancelar um treinamento que aconteceria à noite na cidade de Campinas, justamente porque uma reunião para discutir a premiação acontecia no momento. Apesar do entrevero, o porta-voz Ben Alaiya garantiu que a equipe entrará em campo diante da França.

A seleção nigeriana já é a terceira africana a discutir premiação nesta Copa do Mundo. Os jogadores de Camarões chegaram a ameaçar uma greve antes do Mundial e acabaram desembarcando no Brasil com atraso por conta do impasse com o pagamento. Já em território brasileiro, o elenco de Gana também ameaçou uma greve e o presidente da federação do país precisou intervir e mandar dinheiro em um avião para que os atletas entrassem em campo contra Portugal, na última quinta.

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