Suárez admite mordida e pede desculpas ao italiano Chiellini

Uruguaio desmente colegas, assume que refletiu após ser afastado da delegação e se compromete a nunca mais repetir incidente

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 14h35

O uruguaio Luis Suárez admite finalmente que mordeu, pede desculpas pelo incidente, promete que não vai mais repetir o gesto e se diz "profundamente arrependido". Em uma carta publicada nas redes sociais, o jogador muda de forma radical o tom de críticas contra a Fifa e desmente seus próprios colegas, que haviam saído em sua defesa ao garantir que a mordida não tinha acontecido.

"Depois de alguns dias em casa com minha família tive a oportunidade de recuperar a calma e refletir sobre a realidade do que ocorreu na partida entre Itália x Uruguai", escreveu.

"Com independência das polêmicas e das declarações contraditórias que se produziram nestes dias, sempre sem querer interferir no trabalho de minha seleção, o certo é que meu companheiro de profissão Giorgio Chiellini sofreu no lance que teve comigo os efeitos físicos de uma mordida", admitiu.

"Por isso eu me arrependo profundamente. Peço perdão a Chiellini e a toda a família do futebol e me comprometo publicamente a nunca mais cometer um incidente como este", declarou.

A mordida o valeu sua exclusão da Copa do Mundo e um afastamento de quatro meses do futebol. A delegação uruguaia negou que a mordida tivesse ocorrido e Lugano chegou a sugerir que isso fazia parte de um complô.

O Estado revelou com exclusividade que Suárez se recusou a pedir desculpas pela mordida diante da Fifa e que, por não ter mostrado arrependimento, o jogador teve sua pena incrementada.

A carta obtida pelo Estado ainda revelava como Suárez explicou que tinha caído sobre o outro jogador e "batido com sua cara". A informação foi repercutida na imprensa internacional, criando um constrangimento para Suárez.  

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