Técnico da Bósnia causa saia-justa com treinador do Irã

Safer Susic comentou postura defensiva e desagradou Carlos Queiroz

FERNANDO FARO, Agência Estado

25 de junho de 2014 | 16h59

Com a Bósnia eliminada já na segunda rodada no Grupo F, o técnico Safet Susic comemorou o fato de seus comandados terem se despedido do Mundial com a primeira vitória da história do país na competição e acredita que a equipe será bem recebida no retorno a Sarajevo.

Ao ponderar sobre a participação bósnia na Copa, o técnico voltou a lamentar a arbitragem, mas reconheceu que os jogadores ficaram devendo especialmente na derrota para a Nigéria na segunda rodada (1 a 0), que acabou culminando com a eliminação.

"Esta vitória foi importante para nós. Tínhamos que deixar uma boa impressão e voltar para casa com a cabeça erguida. Isso não é satisfatório porque poderíamos ter tido mais sorte e dado um passo a mais se tivéssemos jogado um pouco melhor na segunda partida e com menos problemas com a arbitragem. Infelizmente isso não aconteceu, mas com a vitória hoje (quarta-feira) estamos mais animados", afirmou o treinador.

Susic ainda gerou uma saia-justa ao falar sobre as dificuldades da partida em Salvador e disse ter estranhado a postura iraniana, que precisava da vitória para ter alguma chance de passar de fase.

"Fiquei um pouco surpreso com o Irã, porque eles, apesar de precisarem atacar, não terem corrido muito risco. A impressão é que eles jogavam pelo empate, não pela vitória. Às vezes, você não consegue mudar um estilo desenvolvido há algum tempo, mas de fato fiquei surpreso com a postura", analisou Susic.

Ao saber das declarações do colega, Carlos Queiroz, técnico português que comanda a seleção iraniana, ficou visivelmente irritado e o ironizou ao lembrar que a Bósnia tem jogadores como Dzeko enquanto o Irã não tem nenhum atleta de renome internacional.

"Da próxima vez, eu dou dez jogadores do Irã e ele me dá dez da Bósnia para montarmos os times. Quando você tem jogadores do City ou Chelsea é fácil dar opiniões. Mas é óbvio que eles jogaram em um nível e nós estávamos exaustos do jogo contra a Argentina. Tem horas que você espreme a laranja até o fim e não sai mais nada, foi o que aconteceu porque os jogadores estavam cansados e ainda assim lutaram até aqui. Eu me sinto orgulhoso dos meus jogadores", retrucou Queiroz.

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Apesar de não ter passado de fase, a vitória da Bósnia ao menos garantiu que a equipe não fosse a lanterna do grupo, que acabou com o Irã, com apenas um ponto. Os bósnios somaram três, enquanto a Nigéria teve quatro e a Argentina acabou com 100% de aproveitamento: nove pontos em três jogos.

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