Treinador afirma que Camarões quer salvar a reputação na Copa

Já eliminada, a seleção africana enfrentará o Brasil, nesta segunda, pela última rodada do Grupo A, às 17 horas, no Mané Garrincha

Almir Leite - Enviado especial a Brasília, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2014 | 19h25

Para a seleção de Camarões, só resta nesta Copa do Mundo a única alternativa possível para seleções em que apenas duas rodadas conheceram a eliminação: buscar uma despedida digna. É isso que o técnico da equipe, o alemão Volker Finke, entende ser a obrigação do grupo. E, segundo ele, os jogadores também se convenceram disso.

"Queremos mostrar um pouco mais a nossa cara. Vamos trabalhar para melhorar nossa reputação, a da equipe, dos jogadores e do futebol de Camarões'', disse o treinador neste domingo, em entrevista após o treino de reconhecimento do gramado do Estádio Nacional Mané Garrincha. 

Finke admitiu que os dois dias seguintes à goleada sofrida no jogo com a Croácia (0 a 4) foram difíceis, com os jogadores "decepcionados e desmobilizados", mas que conseguiu mobilizá-los novamente. "Não foi fácil, mas nos dois últimos treinamentos o resultado foi bom.''

Ele disse que o resultado dessa "mobilização'' ficou claro no treino realizado no Mané Garrincha, que teve apenas os 15 primeiros minutos abertos para a imprensa. "Eles querem deixar boa impressão.''

Volker Finke lamentou o fato de a sua seleção não ter nenhum tipo de pressão na partida desta segunda-feira, mas considera que isso pode vir a ser positivo para seus jogadores. "Infelizmente, não temos mais pressão. Para o Brasil, é possível que haja pressão (dos torcedores). A partida pode se arrastar, ficar difícil para os brasileiros. E pode ser bom para nós.''

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