Willian recorda confusão de 2007 em disputa com chilenos

Jogador foi o único entre os selecionados que enfrentou o Chile, no Sul-Americano; Vidal, Sanchez e Medel também disputaram a partida

Robson Morelli - Enviado Especial a Teresópolis, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 20h31

Willian conhece bem a catimba e a provocação dos jogadores chilenos. O meia da seleção brasileira é o único no time de Felipão que participou do Campeonato Sul-americano Sub-20 de 2007, no Paraguai, quando o Brasil encarou o Chile, num jogo que acabou empatado por 2 a 2, com dois gols de pênalti de Vidal, antes de confusão generalizada em campo.

Alguns daqueles garotos chilenos, como Alex Sánchez, Vidal e Medel, que brigaram naquela partida se preparam agora para enfrentar a seleção principal do Brasil em jogo das oitavas de final da Copa. Quem perder dará adeus ao torneio. "Acho que apenas eu nesse time aqui estava naquela competição. Os jogadores sul-americanos gostam de catimbar e provocar. Aquele jogo foi uma experiência boa para mim. Seleções sul-americanas gostam de fazer isso. Nós temos jogadores experientes e temos de jogar futebol e pensar somente nisso", disse Willian, que ficará mais uma vez no banco à espera de uma chance no segundo tempo.

Os jogadores do Brasil já foram orientados por Felipão a não entrar nessas provocações, tampouco respondê-las. O  Brasil tem seguido a cartilha do 'professor' de não reclamar dos árbitros e deixar qualquer situação dessa natureza nas mãos da comissão de arbitragem do torneio e da própria Fifa. Foi assim que abafou pênalti mal marcado sobre Fred na abertura da disputa, em São Paulo.

Felipão e os jogadores tentam escapar de algumas 'cascas de bananas' colocadas no caminho da seleção, como as declarações do meia Valdivia, que atua no Palmeiras, e do próprio presidente da Federação Chilena de Futebol, de que era preciso ficar de olho na arbitragem neste jogo contra o Brasil. Ambos sugeriam uma possível 'armação' para classificar o anfitrião.

O volante Luiz Gustavo foi taxativo ao responder o que pensava sobre isso. "Não penso nada. Não penso em juiz ou em torcida. Qualquer coisa sobre isso, a comissão de arbitragem é que vai decidir. O juiz tem o seu trabalho, assim como eu tenho o meu. O Brasil vai jogar para ganhar." (com Marcius Azevedo)

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