Lucas Figueiredo/CBF
Taça da Copa do Mundo Feminina Lucas Figueiredo/CBF

Copa do Mundo Feminina 2019: transmissão da final, lista de campeões e mais informações

Torneio que começou no dia 7 de junho, chega ao fim neste domingo, com o confronto entre Estados Unidos e Holanda

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 16h18
Atualizado 05 de julho de 2019 | 16h02

A Copa do Mundo Feminina teve início no dia 7 de junho e chega ao fim neste domingo, com a partida entre Estados Unidos e Holanda. A seleção brasileira chegou ao Mundial com a esperança de conquistar seu primeiro título, mas ficou no meio do caminho ao perder para a anfitriã França.

TRANSMISSÃO DE EUA X HOLANDA

Veja onde assistir a final entre EUA x Holanda e a disputa pelo terceiro lugar, entre Inglaterra e Suécia. O Estado dá um resumo do que foi a competição. Confira a tabela do torneio

QUANTOS TÍTULOS TEM O BRASIL?

Nenhum. O máximo que o time brasileiro conseguiu foi o vice-campeonato em 2007, quando perdeu a decisão para a Alemanha por 2 a 0. Conseguiu também um terceiro lugar em 1999. 

QUANDO ACONTECEU A PRIMEIRA COPA DO MUNDO FEMININA?

A primeira edição foi em 1991 e foi disputada na China. Os Estados Unidos foram os campeões, derrotando a Noruega por 2 a 1 na decisão. 

QUEM É A MAIOR ARTILHEIRA DAS COPAS?

A brasileira Marta é quem mais marcou gols na competição. Foram 15, em quatro edições do torneio. Em seguida, aparecem Birgit Prinz (Alemanha) e Abby Wambach (Estados Unidos), com 14 cada. 

LISTA DE CAMPEÕES DA COPA DO MUNDO

  • Estados Unidos - 3
  • Alemanha - 2
  • Noruega e Japão - 1

ONDE ASSISTIR A COPA DO MUNDO FEMININA?

No Brasil, quatro canais possuem o direito de transmissão ao vivo da competição. Os jogos serão exibidos na TV aberta pela TV Globo e Bandeirantes. Na TV a cabo, os jogos terão transmissão dos canais SporTV e Band Sports. 

QUAIS SÃO OS GRUPOS DA COPA DO MUNDO?

  • Grupo A: Coreia do Sul, França, Nigéria e Noruega
  • Grupo B: África do Sul, Alemanha, China e Espanha
  • Grupo C: Austrália, Brasil, Itália e Jamaica
  • Grupo D: Argentina, Escócia, Inglaterra e Japão
  • Grupo E: Camarões, Canadá, Holanda e Nova Zelândia
  • Grupo F: Chile, Estados Unidos, Suécia e Tailândia

     

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    Presidente da Fifa quer Copa do Mundo Feminina com 32 seleções

    Votação para possível mudança vai ocorrer em março. Brasil é um dos candidatos a receber a próxima edição do Mundial

    Redação, O Estado de S.Paulo

    05 de julho de 2019 | 12h34

    A Fifa pretende expandir o Mundial Feminino de 24 para 32 seleções. O plano foi revelado pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, nesta sexta-feira, às vésperas da decisão de edição de 2019 do torneio, domingo, em Lyon, entre Estados Unidos e Holanda.

    Infantino ponderou, no entanto, que se a expansão entrar em vigor para o Mundial de 2023, poderá ser preciso reabrir o processo de definição da sede, que tem o Brasil como um dos candidatos. A votação, envolvendo os membros do Conselho da Fifa, está prevista para 20 de março, mas poderia ser alterado caso o plano de ampliação do torneio saia do papel.

    "Eu quero expandir o torneio para 32 equipes. Teremos de agir rapidamente e decidir se vamos aumentá-lo para 2023. Se o fizermos, deve ser reaberto o processo de definição da sede para permitir que todos tenham uma chance ou talvez para candidaturas conjuntas. Nada é impossível", disse.

    Além disso, Infantino quer dobrar a premiação em dinheiro do Mundial Feminino, também elevando o valor disponibilizado para preparação das equipes e o dinheiro repassado aos clubes que cedem jogadoras para as seleções.

    O presidente da Fifa também revelou o desejo de criar o Mundial de Clubes Feminino. "Eu gostaria de ver um Mundial de Clubes Feminino começando o mais rapidamente possível, no próximo ano ou no ano seguinte. Precisamos de um Mundial de Clubes que possa ser disputado anualmente para expor os clubes aos outros para que invistam ainda mais no futebol feminino", afirmou.

    A Fifa já decidiu expandir a Copa do Mundo, que a partir da edição de 2026 contará com 48 times participantes, contra os 32 atuais.

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    Pioneiras no futebol feminino do Brasil recordam preconceito e falta de apoio

    O esporte no País chegou a ser proibido em 1941 por ser uma 'prática de desportos incompatíveis com a natureza feminina'

    EFE, O Estado de S.Paulo

    17 de abril de 2019 | 11h28

    As jogadoras que integraram a primeira seleção brasileira feminina de futebol tiveram que superar barreiras como a discriminação e a total falta de apoio, o que foi compensado com muita garra e amor ao esporte e à camisa.

    "No começo, era muito difícil. Para chegar aonde chegamos, tivemos que enfrentar preconceitos e até nossos pais, que não queriam que mulheres jogassem futebol", disse à Agência Efe a ex-zagueira Marisa, primeira capitã da seleção.

    A ex-jogadora, de 52 anos, relatou que, no começo, as jogadoras brasileiras não recebiam salário, apenas uma pequena ajuda de custo. "Nossos pais tiravam do próprio bolso para pagar a passagem de ida, mas não havia dinheiro para a volta", contou.

    Outra que falou sobre o preconceito que cercava a modalidade foi Rosilane Camargo, a Fanta. Ela afirmou ter ouvido vários "nãos" durante a carreira. "A mulher não tinha espaço dentro do futebol. Tudo era negado para nós, era sempre proibido. Conseguimos, através do nosso amor pelo futebol, aos poucos, abrir espaço para a nossa modalidade", afirmou a ex-lateral, que integrou a primeira seleção feminina convocada pelo Brasil, em 1988.

    Segundo a ex-jogadora, também de 52 anos, na época o simples fato de jogarem futebol já era mal visto.

    "Hoje não há tanto (preconceito) quanto antes, como na época das pioneiras, mas ainda existe. Muito pouco, mas existe. Há muitos homens que não conseguem aceitar que há mulheres que jogam melhor do que eles", opinou.

    O futebol feminino foi proibido no Brasil em 1941 por um decreto do então presidente, Getúlio Vargas, que vetou às mulheres "a prática de desportos incompatíveis com a natureza feminina".

    O decreto só foi revogado em 1979. Pouco depois, alguns clubes no Rio de Janeiro e em São Paulo começaram a montar equipes femininas para torneios amadores, entre as quais se destacou o Radar, um dos mais bem-sucedidos da época.

    O clube, cuja sede fica no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio, conquistou o Campeonato Carioca e a Taça Brasil de Futebol Feminino de 1982 a 1988 e foi a base para representar o país em um torneio expermimental na China.

    A seleção brasileira feminina, pela qual hoje brilha Marta, eleita seis vezes pela Fifa a melhor jogadora do mundo, estreou em 1º de junho de 1988 com derrota para a Austrália por 1 a 0, mas voltou para casa com a medalha de bronze da competição realizada em território chinês.

    "Comecei a jogar em uma época em que tínhamos muitas dificuldades e não tínhamos o sonho de ser jogadora de futebol. Jogávamos por prazer e muito amor", declarou a ex-meia Leda Maria, que integrou a seleção que disputou o Mundial da Suécia, em 1995, e participou da estreia do futebol feminino nos Jogos Olímpicos, no ano seguinte, em Atlanta.

    "Apenas depois da primeira participação do Brasil em Jogos Olímpicos conseguimos viver do futebol. Tivemos um campeonato mais organizado em 1997. A partir daí, as coisas começaram a melhorar, e a nova geração pôde viver de futebol", completou Leda Maria, que hoje é comentarista de televisão.

    Apesar das dificuldades, as pioneiras garantem que no começo, os jogos de futebol feminino atraíam mais espectadores. "Não entendo por que nessa época todos os clubes tinham futebol feminino, não só os grandes, e havia apoio dentro dos estádios. Embora houvesse preconceito, havia um apoio grande da torcida para o futebol feminino, era diferente. Hoje em dia, o futebol feminino tem estrutura, mas não se vê tantas pessoas apoiando o futebol feminino nos estádios", constatou Fanta.

    "Havia muita dificuldade, e não tínhamos estrutura, mas tínhamos muito amor, muita raça, muito carinho pelo país, pela camisa. Para nós, a diversão era estar lá, representar (o país) sem valor financeiro algum, mas deixando o futebol feminino em evidência, algo que não vemos nas novas gerações", completou, em tom crítico.

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    Premiação da Copa do Mundo Feminina dobra, mas ainda está a 'anos-luz' dos homens

    Competição que começa hoje pagará prêmio duas vezes maior que a anterior, mas 13 vezes menor que o da Copa da Rússia

    Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

    07 de junho de 2019 | 04h31

    Começa nesta sexta-feira a oitava edição da Copa do Mundo Feminina, na França, com grandes possibilidades de ser uma edição histórica, em que as mulheres mais terão visibilidade e respeito. A Fifa decidiu valorizar e aumentou consideravelmente a premiação para as seleções participantes, mas as cifras ainda são bem distantes quando comparamos as duas categorias. Saiba mais detalhes do Mundial Feminino.

    Por isso, o "ato nobre" por parte dos dirigentes da entidade que regue o futebol mundial foi criticado por quem defende o futebol feminino. A Fifa anunciou um aumento de 100% no valor da premiação para as 24 seleções participantes da Copa do Mundo. Passou de US$ 15 milhões (R$ 58,8 milhões) para US$ 30 milhões (R$ 117,7 milhões). Dobrar uma premiação é sempre algo muito valoroso, mas quando se compara ao que a mesma Fifa paga para os homens, a diferença continua gigantesca. 

    No Mundial da Rússia, ano passado, o valor total de premiação para as seleções foi de US$ 400 milhões (R$ 1,5 bilhão), um valor 13 vezes maior em comparação as mulheres. A França recebeu US$ 38 milhões (R$ 149 milhões) pelo título. Ou seja, só ela ganhou mais que o valor total que será pago no Mundial feminino. A campeã da Copa que se inicia nesta sexta ganhar US$ 4 milhões (R$ 15,7 milhões).

    A FIFPro, sindicato que representa os atletas de futebol, destacou a vontade da Fifa de querer minimizar as diferenças, mas também criticou a distância de valores. “O futebol continua ainda mais longe da meta de igualdade para todos os jogadores da Copa do Mundo, independentemente do sexo. Na realidade, as mudanças significam, na verdade, um aumento na diferença entre prêmios em dinheiro de homens e mulheres. Essa tendência regressiva parece contrariar o compromisso estatutário da Fifa com a igualdade de gênero" disse o sindicato, através de uma nota divulgada para a imprensa. 

    A Copa do Mundo Feminina terá seis patrocinadores exclusivos do torneio. Orange, Arkema, EDF, Proman, Crédit Agricole e a SNCF. Elas se juntam as empresas que já patrocinam a Fifa em todos os torneios da entidade, casos da Adidas, Qatar Airways, Visa, Wanda, Hyundai-Kia e Coca-Cola. 

    O fato é que as grandes empresas têm olhado com mais atenção para o futebol feminino. A Nike, por exemplo, acertou patrocínio para todas as competições entre mulheres organizadas pela UEFA e a Adidas informou que os premiados do Mundial feminino receberão o mesmo valor que os da Copa masculina. 

    A Fifa iniciou neste ano uma campanha com o objetivo de desenvolver o crescimento do futebol feminino em todo o mundo. Há uma ideia de criar um grande campeonato mundial de clubes, mas assim como acontece na versão masculina, ainda existe muita resistência por parte de algumas federações.

    No Brasil, também cresce o número de empresas que estão investindo no futebol feminino, mas a evolução é em passos lentos. Os canais de televisão darão um espaço nunca visto em outras edições do Mundial. A TV Globo e a Bandeirantes vão passar na TV aberta os jogos da seleção brasileira, enquanto o canal fechado SporTV passará todos os jogos da competição. Para se ter uma ideia, na edição passada, apenas a TV Brasil e o SporTV transmitiram as partidas e somente do time brasileiro. 

    A confiança em ver o futebol feminino ganhando mais espaço no Brasil se contrasta com a má fase da seleção brasileira comandada por Vadão. O time perdeu nove dos últimos dez jogos que disputou - Estados Unidos (duas vezes), Canadá, Inglaterra (duas vezes), França, Japão, Espanha e Escócia. A última vitória foi diante do Canadá, 1 x 0, no dia 4 de setembro do ano passado. 

    Para o Brasil, além da competição poder representar um marco na visibilidade do futebol feminino, também deve significar a despedida de grandes nomes do Esporte da seleção brasileira. Marta, eleita por seis vezes a melhor jogadora do mundo - inclusive é a dona do prêmio na atualidade - tem 33 anos e dá deu indícios de que seu ciclo na seleção está perto do fim. O mesmo acontece com a atacante Cristiane, que também figura entre as melhores do mundo nos últimos anos e, com 34 anos, deverá se despedir do time nacional após o Mundial. Formiga, de 41 anos, é outra da lista que abrirá espaço para as atletas mais jovens. 

    O Brasil estreia na competição no dia 9 de junho, domingo, contra a Jamaica. O time de Vadão está no Grupo C, e além das jamaicanas, irá enfrentar a Austrália e a Itália na primeira fase. A seleção brasileira tenta seu primeiro Mundial. O máximo que conseguiu anteriormente foi um vice-campeonato em 2007, quando perdeu a decisão para a Alemanha. 

    Os Estados Unidos são os maiores vencedores do Mundial, com três conquistas, seguidos por Alemanha (2) e Noruega e Japão (um título cada).

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