Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Copa São Paulo concentra clubes formadores nas quartas de final

Dos oito classificados às quartas de final, maioria oferece boas condições para atletas, como dentista e apoio escolar

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2018 | 07h00

Embora a Copa São Paulo de Futebol Júnior bata o recorde de participantes a cada ano – foram 120 em 2017 e 128 neste ano – , os finalistas continuam pertencendo aos times que mais investem nas categorias de base. Dos oito clubes que vão disputar as quartas de final a partir desta quinta-feira, sete têm o Certificado de Clube Formador da CBF, ou seja, oferecem uma estrutura diferenciada para a formação de atletas. A exceção é a Portuguesa, adversária do Palmeiras nesta sexta-feira. Os jogos desta quinta serão entre São Paulo e Vitória (16h, em Ribeirão Preto) e Santos x Internacional (18h30, em Franca).

O certificado se tornou um símbolo do investimento dos clubes na formação de atletas. Foi criado, na verdade, para os proteger esse investimento. Quem possui o selo tem a garantia de que um atleta entre 14 e 16 anos só sai mediante indenização. Além disso, o clube tem direito de receber porcentagens em futuras negociações de seus ex-jogadores.

Existem dois tipos de certificado. No A, válido por dois anos, os clubes oferecem técnicos e preparadores físicos, participação em competições oficiais, programas de treinamento detalhados, além de assistência médica e educacional aos atletas. No segundo tipo de certificado, o B, válido por um ano, os clubes atendem apenas uma parte das exigências.

O Santos, reconhecido pelo apoio às categorias de base, oferece alojamento, alimentação, assistente social, professora e até psicólogo. A professora vai ao CT tirar as dúvidas dos atletas e até comparece à reunião de pais e mestres na escola.

Os clubes menores, aqueles que não têm o selo, vivem outra realidade, bem diferente. O Corumbaense, representante do Mato Grosso do Sul eliminado na primeira fase com três derrotas, oferece uma ajuda de custo de R$ 60 para os atletas (a Ferroviária oferece dez vezes mais).

O time se reuniu um mês antes do torneio, mas acabou perdendo vários jogadores para o mercado de trabalho tradicional. “Nós oferecemos um mês com alimentação e hotel em alto nível, mas ainda estamos distantes dos grandes clubes”, diz Junior Teixeira, supervisor de futebol do Corumbaense.

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