Igor Amorim/São Paulo FC
Igor Amorim/São Paulo FC

'Copinha' será vitrine de atletas da base do São Paulo para Dorival Junior

Time Sub-20 sabe que treinador da equipe principal estará de olho em destaques do torneio que começa na semana que vem

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2017 | 07h00

Morumbi lotado, despedida de ídolo e último jogo da temporada mais dramática da história recente do São Paulo. Dorival Junior aproveitou o momento para improváveis substituições: promoveu a estreia de dois talentos da base tricolor no time principal, no lugar de Cueva e Marcos Guilherme. Bissoli e Gabriel Sara, que jogaram os dez minutos finais do duelo contra o Bahia, pela última rodada do Brasileirão, agora sabem que estão no radar do treinador para 2018.

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“Foi inesquecível estrear com a casa cheia e na despedida do Lugano. Uma coisa que vai ficar marcada para sempre na minha história", avalia o atacante Bissoli, que se prepara com o time Sub-20 para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Junior, que começa na próxima quarta.

A “Copinha”, que o clube tricolor não vence desde 2010, quando tinha Lucas Moura e Casemiro no time, é vista como a principal vitrine para que atletas da base ganhem chance na equipe principal. Com Dorival e seu histórico de incentivo aos jovens atletas, a motivação pelo sonho de subir se tornou ainda maior.

“A Copinha é uma Copa do Mundo para a gente”, analisa Bissoli. “Por causa da torcida, da repercussão, tem um gosto especial. Temos uma esperança alta de fazer uma boa competição e seguir em frente no profissional e ajudar o São Paulo.”

Para o meia Igor Gomes, que também já teve oportunidade de treinar com a equipe principal no CT da Barra Funda, uma boa atuação na Copinha será decisiva para crescer na equipe. “Dorival é um cara que sabe incentivar nós da base e tem um olho muito bom”, avalia o meia. “Ele dá esperança para a gente. O São Paulo tem fama de ter bons jogadores na base e agora temos tudo para que dê tudo certo na Copinha e que possamos crescer no clube.”

Frequentemente comparado com o ex-meia Kaká, não só pelo estilo de jogo e pela posição em que atua, mas também pela aparência, Igor se diz lisonjeado, mas pontua que quer construir sua própria história no São Paulo. “As comparações existem, mas eu quero escrever a minha história. Acho muito legal porque ele é um ídolo e tenho ele como um modelo, então é bom ver que as pessoas percebem que estou num caminho certo. Fico feliz pela comparação do nosso estilo de jogo. Em campo, eu atuo de forma mais segura nas zonas de maior perigo, dominando mais, e mais agressivo na frente, para tentar desequilibrar o jogo.”

Os atacantes Brenner e Paulo Bóia, os últimos atletas da base integrados à equipe principal do São Paulo até agora, não jogarão a Copa São Paulo. E o técnico André Jardine sabe que pode perder ainda mais jogadores, caso eles sejam acionados pela comissão técnica de Dorival. Na edição da Copinha deste ano, a equipe perdeu o meia Shaylon de última hora, chamado para a equipe principal, na época sob comando de Rogério Ceni.

“Estamos fazendo nossa parte”, explica o treinador. “Nosso principal objetivo é colocar meninos no time principal para o que a equipe volte a vencer. Tem jogadores que podem surgir aqui e que às vezes trazem darão mais retorno do que alguns jogadores contratados a peso de ouro pelo clube.”

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