Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

Coreia do Norte não tem nada a perder na Copa, diz Jong

Atacante da seleção coreana afirma que está empolgado pela chance de enfrentar o Brasil na Copa

HYUN OH, Reuters

18 de março de 2010 | 17h04

A Coreia do Norte não tem nada a perder na Copa do Mundo e jogará para tentar "reviver a glória" do Mundial de 1966, quando chegou às quartas de final, disse o atacante Jong Tae-se.

Apelidado de "Wayne Rooney da Ásia", embora prefira ser comparado a Didier Drogba, Jong atua no Japão e se mostra animado com o fato de seu isolado país voltar a uma Copa após 44 anos.

"Darei o melhor de mim para reviver a glória de 1966", afirmou ele na quarta-feira após um treino da sua equipe, o Kawasaki Frontale. "A Coreia do Norte não tem nada a perder. Ninguém vai nos culpar se perdermos todos os três jogos, porque só estarmos na Copa já é uma surpresa", disse o atacante de 26 anos.

Em 1966, a Coreia do Norte chegou a ganhar da poderosa Itália, por 1 a 0, e esteve três gols à frente da seleção portuguesa, à época com Eusébio, mas acabou perdendo de 5 a 3.

Em 2010, a seleção norte-coreana ficará no mesmo grupo de Brasil, Portugal e Costa do Marfim - o "grupo da morte", conforme qualificou Jong.

Para ele, no entanto, há uma vantagem psicológica em ser a zebra. "Não podemos nos equiparar aos melhores times do mundo, nem mesmo aos times asiáticos, em termos de capacidades técnicas e táticas", disse ele, a menos de três meses da estreia contra o Brasil.

"Mas temos uma força mental que não pode ser batida por Brasil, Portugal ou Costa do Marfim. Essa é a nossa principal força."

"Se pudéssemos roubar uma só vitória, as pessoas de todo o mundo nos elogiariam. Não sofremos nenhuma pressão", disse Jong, que nasceu no Japão, mas foi educado em escolas pró-Coreia do Norte.

Ele preferiu não comentar a meta japonesa de chegar às semifinais, limitando-se a dizer que, para a Coreia do Norte, estaria bom passar da fase de grupos. "Não acho que seja só um sonho para nós", afirmou.

Jogador de explosão, que frequentemente atua sozinho no ataque norte-coreano, ele evitou as comparações com o inglês Rooney.

"Fico feliz de ser chamado assim, mas meu estilo é mais parecido com o de Drogba", disse ele, impassível. "Quero trocar camisas com ele na Copa. Ele tem sido uma inspiração para mim desde que me tornei um jogador profissional, então estou feliz em jogar contra a Costa do Marfim."

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