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Coreia do Sul é o primeiro país a anunciar o retorno do futebol nacional

Associação de futebol do país informou que as partidas serão realizadas a partir do dia 8 de maio

Redação, Estadão Conteúdo

24 de abril de 2020 | 09h43

A Coreia do Sul será o primeiro país que paralisou o futebol por causa da pandemia do coronavírus a retomar o seu campeonato nacional. Nesta sexta-feira, a Associação de Futebol da Coreia do Sul (KFA, na sigla em inglês) anunciou que a K-League, a liga sul-coreana profissional, começará a ser disputada no dia 8 de maio, mais de dois meses após a data inicialmente prevista. A decisão da retomada do futebol no país asiático foi tomada após reunião em Seul entre representantes da competição e dos clubes. Os jogos serão retomados nas duas principais divisões do país - a elite conta com 12 times e a segunda divisão, com 10.

O torneio deveria ter começado dia 29 de fevereiro, mas foi cancelado cinco dias antes devido ao aumento de infecções pela covid-19 no país. A partida de abertura será entre o Jeonbuk Hyundai Motors, que conquistou os últimos três títulos nacionais, e o Suwon Samsung Bluewings. O jogo será realizado na casa do Jeonbuk, o estádio Jeonju, usado na Copa do Mundo de 2002.

Neste primeiro momento, todas as partidas serão disputadas sem torcedores e não há datas ou critérios para estudar a possibilidade de permitir a entrada do público nos estádios. Devido ao atraso para o início da temporada, os representantes da liga e dos clubes concordaram em reduzir o número de partidas. Serão 27 rodadas ao invés das 38 programadas.

No último domingo, como o número de casos na Coreia do Sul está diminuindo, o governo permitiu a retomada de competições esportivas ao ar livre, mas sem a presença de espectadores. Isso permitiu que os clubes da K-League, que estão autorizados a treinar desde março, jogassem amistosos entre eles a partir desta semana. A Coreia do Sul foi um dos países fora da China que foi mais afetado inicialmente pela crise do coronavírus, mas conseguiu estabilizar infecções, a ponto de novos casos diários não passarem de 15 em um período de seis dias.

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