Ivan Alvarado/Reuters
Ivan Alvarado/Reuters

Coreias podem apresentar candidatura ao Mundial Feminino de Futebol de 2023

Proposta foi envia pelos dirigentes sul-coreanos aos vizinhos norte-coreanos e tem o aval da Fifa

Redação, Estadão Conteúdo

05 de março de 2019 | 09h54

Os dirigentes do futebol da Coreia do Sul enviaram uma proposta aos seus vizinhos da Coreia do Norte, a fim de que os dois países apresentem uma candidatura conjunta para sediar o Mundial Feminino 2023. A Federação Norte-Coreana ainda não emitiu uma resposta para essa abordagem, que poderia representar um passo significativo na construção da paz na península coreana. Tecnicamente, os dois países ainda estão em guerra, dado que o conflito que eles travaram entre 1950 e 1953 terminou com um armistício, não com um tratado de paz.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, incentivou as duas nações a apresentarem uma candidatura conjunta. A decisão sobre a sede do Mundial de 2023 será tomada em março de 2020 pelo Conselho da Fifa.

Chung Mong-Gyu, presidente da Federação Sul-Coreana de Futebol e membro do Conselho da Fifa, busca tirar do papel a candidatura após obter apoio preliminar de seu governo.

"Em relação à possível candidatura conjunta com a Federação de Futebol de República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) para o Mundial Feminino de 2023, enviamos nossa proposta e estamos aguardando receber a sua resposta oficial", disse o dirigente, nesta terça-feira, em um comunicado enviado à agência de notícias The Associated Press.

Em 15 de março, vence o prazo para declarar à Fifa o interesse de sediar o Mundial. O registro das candidaturas precisa ser enviado até 16 de abril, e os países terão até 4 de outubro para apresentar os documentos relacionados à sua candidatura perante a Fifa. Austrália, Colômbia, Japão e África do Sul já afirmaram que pretendem organizar a competição.

Recentemente, a Fifa impôs regras mais rigorosas para as candidaturas. Questões relacionadas aos direitos humanos serão avaliadas, bem como os riscos de todas as nações interessadas. Também serão inspecionadas as instalações, com relatórios de avaliação sendo emitidos.

Isso poderia ser um obstáculo para a Coreia do Norte sediar o Mundial, em face de preocupações relacionadas a abusos de direitos humanos, detenção de dissidentes e falta de liberdades religiosas e de expressão. Além disso, o país é alvo de sanções internacionais.

Na semana passada, uma cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong Un terminou no meio de uma disputa sobre o quanto Washington deveria relaxar as sanções contra Pyongyang em troca de medidas de desarmamento nuclear.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In tem trabalhado pela reconciliação com o vizinho do norte. Durante o último ano, as Coreias prometeram retomar a cooperação econômica e buscar conjuntamente a sede dos Jogos Olímpicos de 2032.

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