Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Corinthians adia definição sobre futuro de Oswaldo de Oliveira

Dirigentes escutam o treinador, mas ainda não batem o martelo

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

14 de dezembro de 2016 | 17h33

Após quase três horas de reunião em um restaurante em São Paulo, a diretoria do Corinthians adiou a decisão sobre a permanência de Oswaldo de Oliveira à frente do time. Os diretores ouviram os planos do treinador para o ano que vem, mas não se posicionaram oficialmente. O presidente Roberto de Andrade quer manter o técnico, mas conselheiros e até membros da situação pedem a demissão e uma reformulação do departamento de futebol.

Participaram da reunião com o treinador o presidente do Corinthians, o diretor de futebol Flávio Adauto e o gerente Alessandro Nunes. Depois do encontro, todos saíram por uma porta alternativa e não conversaram com os jornalistas.

Mesmo com o futuro incerto, o técnico vem sendo ouvido sobre reforços e já indicou, por exemplo, o volante Rithely, do Sport. O nome de Oswaldo, aliás, nunca foi uma unanimidade. O ex-presidente Andrés Sanchez e os seus aliados, como o ex-diretor Eduardo Ferreira, que se desligou da gestão de Roberto de Andrade, foram contrários à contratação. Apenas o presidente bancou a contratação.

Além da crise política, Oswaldo não conseguiu estabelecer um padrão tático e acumulou atuações ruins. Foi eliminado da Copa do Brasil pelo Cruzeiro e perdeu a vaga na Libertadores do ano que vem depois de derrota também para o time mineiro na última rodada do Campeonato Brasileiro - terminou em sétimo lugar perdendo a disputa direta com Atlético Paranaense e Botafogo. Só teve duas vitórias, além de quatro empates e três derrotas, o que rendeu aproveitamento de apenas 37,03% dos pontos disputados.

É o pior aproveitamento entre os quatro treinadores que o Corinthians teve em 2016. Além dele, Tite, Cristóvão Borges e o auxiliar Fábio Carille exerceram a função nesta temporada.

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