Corinthians adota a 'filosofia' que já foi do Palmeiras

'Bom e barato' vira regra no Parque São Jorge, enquanto o Palmeiras gasta para montar um supertime

Vítor Marques, Jornal da Tarde

28 de fevereiro de 2008 | 19h03

Um ex-presidente do Palmeiras apregoou, há alguns anos, a filosofia do time bom e barato. Rival do alviverde no clássico de domingo, Corinthians de 2008, que tenta se reerguer do rebaixamento à Série B, evita usar a expressão inventada por Mustafa Contursi e prefere a teoria do "elenco sem badalação". Veja também:  MP denuncia Big Brother de Dualib no Parque São Jorge Alberto Dualib é indiciado por estelionato Sorteio de árbitro do clássico divide opiniões Corintianos não vêem descanso como vantagem para o clássico Mano Menezes esconde time do Corinthians para o clássico Herrera: 'Ainda não me sinto titular do Corinthians' Corinthians e Palmeiras devem jogar com seus uniformes 3 no clássico? STJD cancela punição de presidente do Corinthians É assim que a diretoria corintiana e jogadores explicam a diferença de valores investidos pelos dois clubes na montagem do elenco na temporada. Para disputar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, o Corinthians contratou mais jogadores, mas gastou menos que o Palmeiras.Depois de dispensar mais de 20 atletas, o alvinegro apostou em contratar atletas, 15 no total, sem custo ou que tinham multa rescisória mais em conta. Não fez loucuras ao trazer reforços e diminui a folha de pagamento em 30% em relação ao ano passado, segundo o diretor de futebol Antônio Carlos."O atual elenco do Corinthians é vitorioso, mas só que aqui não há a badalação que aconteceu no Palmeiras, que contratou jogadores como o Diego Souza", resume o volante Perdigão, contratado junto ao Vasco. "Eu, por exemplo, sou campeão Mundial, da Libertadores e da Recopa", afirma ele, em referência aos títulos conquistados pelo Internacional.Uma prova de que são outros os tempos na Fazendinha é que o maior salário da equipe (R$ 250 mil) está fora das quatro linhas. Trata-se do técnico Mano Menezes, a "estrela" do time e especialista em montar equipes sem astros.E, até agora, o econômico Corinthians, quatro pontos à frente na classificação, se mostrou mais eficiente que o careiro Palmeiras. Mas os corintianos dão pouca importância às cifras. "Isso (a diferença desses valores) não dá favoritismo para nenhuma das equipes no clássico", diz o volante Carlão. "Não é porque o Palmeiras gastou mais em contratações que irá vencer o jogo", completa ele, que, domingo, irá atuar mais uma vez como zagueiro.

Tudo o que sabemos sobre:
CorinthiansPalmeirasPaulistão A-1

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.