Corinthians adota operação antitorcida

Quem tentar acompanhar os treinamentos do Corinthians a partir desta quinta-feira começará a sentir os efeitos da nova política de relacionamento do clube com sua torcida. Por causa de alguns baderneiros que tumultuaram o embarque da equipe para Fortaleza, onde na quarta-feira bateu o Ferroviário por 2 a 0, pela Copa do Brasil, os torcedores comuns também devem ser prejudicados. A intenção da diretoria é pôr em prática uma espécie de operação "pente-fino" nos três locais em que o time costuma treinar: Parque São Jorge, Parque Ecológico e Itaquera.Nesta quarta-feira mesmo foi possível constatar tais mudanças. A direção proibiu que fossem divulgadas informações sobre a volta da equipe para São Paulo, tais como número e horário do vôo. No fim da tarde, quando a delegação desembarcou em Cumbica, dez policiais e 20 seguranças a aguardavam. Os responsáveis pela operação discutiam qual dos dois planos colocar em prática. O primeiro previa o desembarque normal, com passagem pelo saguão. O segundo dava como opção a entrada do ônibus na pista. Como não foi detectada presença de arruaceiros, prevaleceu o procedimento habitual.No dia-a-dia, os torcedores terão acesso restrito aos jogadores, provavelmente com datas e horários predeterminados. Já as uniformizadas poderão continuar a se manifestar, mas sempre do lado de fora. A intenção, dizem os dirigentes, é fazer de tudo para que os jogadores trabalhem tranqüilos e sem a pressão que marcou o ambiente nas últimas semanas.

Agencia Estado,

18 de março de 2004 | 20h29

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