Corinthians aposta no improvável para ficar com título

Depender de um time fraco, desmotivado e já rebaixado na última rodada para conquistar o título do Campeonato Brasileiro não é o sonho de ninguém. Mas esta é a realidade do Corinthians, que precisa de um tropeço do Fluminense diante do Guarani no próximo domingo no Rio de Janeiro para ser campeão.

RAFAEL VERGUEIRO, Agência Estado

29 de novembro de 2010 | 12h27

Além disso, a equipe paulista terá que superar o Goiás, fora de casa, no mesmo dia, missão que não parece muito difícil, pois os goianos também já caíram para a Série B e devem atuar com os reservas por estarem com as atenções voltadas para a final da Copa Sul-Americana.

E o Fluminense, líder do Brasileirão com 68 pontos (um a mais do que o Corinthians), tem bom retrospecto em casa. São 11 vitórias, cinco empates e duas derrotas. No entanto, na última vez que jogou no Engenhão, não foi bem. Apenas empatou com o Goiás, que na ocasião já estava a caminho do rebaixamento.

"Se o Goiás tirou pontos do Fluminense, por que o Guarani não pode fazer o mesmo?", indagou o confiante Bruno César, meia que é uma das principais revelações do Campeonato Brasileiro e artilheiro do Corinthians no torneio, com 14 gols.

O técnico Tite, com excelente aproveitamento desde que assumiu o clube na reta final da competição (cinco vitórias e dois empates), também não perde a oportunidade de levantar o moral do grupo. "Apenas os persistentes são vencedores. E o futebol é um jogo de muitas variáveis".

Já o capitão William, que contra o Goiás fará sua última partida com a camisa do Corinthians - vai se aposentar no fim da temporada -, disse que o time precisa somente pensar em fazer sua parte, para depois ver o que acontecerá. "A gente sabe que não depende apenas das nossas forças, mas vamos para Goiás com o sentimento de que ainda falta um passo. Aí o resto fica a cargo do Deus do futebol, se achar que a gente merece".

MALA BRANCA - Oficialmente, o Corinthians nega qualquer tipo de incentivo financeiro ao Guarani para vencer ou pelo menos empatar contra o Fluminense. "Aqui não tem caixa 2", declarou o presidente Andrés Sanchez.

No entanto, a hipótese de dar uma ''mala branca'' ao Guarani não é descartada pelos jogadores corintianos. "Receber qualquer tipo de incentivo para vencer não é problema. Não há pecado ou ilegalidade em oferecer dinheiro para o Guarani empatar ou ganhar o jogo", afirmou William.

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