Corinthians apresenta Carlos Alberto, que quer vida nova

O Corinthians terá seu clone do volante Mineiro no Campeonato Brasileiro. Carlos Alberto foi apresentado nesta quinta-feira à tarde no Parque São Jorge demonstrando inúmeras semelhanças com o ex-jogador do São Paulo. Além da timidez, da voz baixa e das respostas monossilábicas, o novo reforço chegou garantindo ter futebol idêntico ao consagrado camisa 7 são-paulino, hoje no Hertha Berlim. ?Sempre me inspirei nele e fui alvo de comparações, mas agora quero ser o Carlos Alberto, do Corinthians?, afirmou, convicto, e com sorriso largo ao falar o nome do novo clube. O volante chegou para sua primeira entrevista no Corinthians com semblante de assustado e olhos arregalados diante do batalhão de fotógrafos e repórteres que o aguardavam. ?Nossa, no Figueirense não era assim. Estou com medo até de enrolar a língua?, revelou, logo após abraço caloroso em Edvar Simões, gerente de Futebol. Envolvido em escândalo de falsificação de documento - baixou em cinco anos a idade (de 28 para 23) - o volante chega para um recomeço na carreira. Hoje, aos 29 anos, ganha a oportunidade de apagar a imagem de ?gato? e mostrar que tem futebol para honrar a camisa corintiana. ?Será uma nova vida. E espero honrar a camisa de um clube grande?, enfatizou, ainda não se considerando titular. ?Vou brigar muito pela posição, será uma disputa sadia e espero agarrar a chance com unhas e dentes?, exagerou. O reforço começa a treinar com os novos companheiros nesta sexta pela manhã, no Parque São Jorge. Mas só em maio poderá voltar a disputar uma partida oficial. Está suspenso por 180 dias pelo STJD. A pena termina dia 12 de maio, um dia antes da estréia do Corinthians no Brasileiro, diante do Juventude. ?Já joguei contra o Corinthians, na Copa do Brasil de 2005 e me arrepiei quando vi a torcida. Agora, espero que seja gritando meu nome?, já sonha. Estar ao lado dos corintianos significa espantar, de vez, os pensamentos de abandonar a carreira, fortes após a descoberta de sua falsificação de documentos. ?Tudo ficou para o passado?, disse, inúmeras vezes, evitando comentar o assunto. O apoio da família, principalmente dos pais e da namorada Evelyn, o fizeram mudar de idéia. ?Foi um baque para minha família. Porém, eles me deram muito força. Se não fosse eles, eu voltaria para a indústria de cerâmicas, onde trabalhei quando era garoto?, enfatizou, descrente de que ganharia nova chance no futebol. Por isso, não acreditou quando seu telefone tocou na quarta-feira à tarde. Estava em casa, assistindo televisão e recebeu a notícia de que jogaria no Corinthians. ?Fiquei muito feliz, finalmente consegui realizar o sonho de vestir a camisa corintiana?, vibrou. ?E vai ser bom, pois já estou acostumado a vestir o preto e branco?, brincou, ao comparar as cores do clube novo com as do Figueirense. Gato, não Apesar de se considerar um jogador quieto, de poucas palavras dentro do campo, Carlos Alberto já manda um recado para quem quiser provocá-lo sobre o episódio de adulteração de documentos. Não vai admitir ser chamado de gato. ?Sou um cara que gosto muito de marcar, apesar de também chegar bem no ataque. E, se mexerem comigo, aí é que não vão conseguir jogar. Vou ficar grudado na pessoa, sem dar nenhum espaço?, mostra as garras. Carlos Alberto está louco para voltar a jogar. Não pisa num gramado desde novembro. De lá para cá, foram longos 4 meses de suspensão, divididos entre treinos diários, em dois períodos, e muitos filmes em DVDs. ?Mas não esqueci do futebol. Assisti muitos jogos.? Edson deve ir emboraO lateral-direito Edson tem grandes chances de ser o escolhido do Figueirense na negociação envolvendo o volante Carlos Alberto. Os catarinenses contam com uma lista com cinco opções de escolha e devem informar sua preferência ao Corinthians até sábado. Neste sábado, o presidente da Figueirense Participações, José Carlos Lages ? responsável pelos negócios do clube ? fará uma reunião com o técnico Mário Sérgio para bater o martelo.

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