Corinthians aprova "pré-contrato"

O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou na noite desta terça-feira um pré-contrato de parceria entre o clube e o fundo de investimentos anglo-suíço MSI. O documento, que havia sido assinado no dia 5 de agosto, mas que o presidente Alberto Dualib vinha mantendo sob sigilo, foi aprovado por mais de 90% dos cerca de 350 conselheiros presentes na reunião, que terminou perto das 23 horas. Dualib se empenhou intensamente em aprovar o pré-contrato, porque a validade do acordo expiraria justamente nesta quarta-feira. A aprovação, no entanto, pode não significar uma vitória do presidente Dualib. Como há dúvidas sobre a MSI, empresa desconhecida na Fifa, na Uefa e no mercado esportivo europeu, se aprovou também a formação de uma comissão com seis conselheiros, que terá até 30 dias para fazer uma investigação rigorosa sobre a empresa e a origem do dinheiro a ser investido no clube. Além disso, a comissão deverá apresentar um contrato com cláusulas claras da parcecia.?Esse pré-contrato não é nada. É só uma carta de intenção, uma forma de comunicar que está sendo estudada a negociação??, disse o vice-presidente de Futebol Antonio Roque Citadini, um dos membros da comissão.Pelo acordo anunciado pelo presidente Alberto Dualib, a MSI estaria disposta a investir, até dezembro, US$ 25 milhões no departamento de futebol do Corinthians, mais US$ 35 milhões em dez anos. Apesar disso, há resistências.Os problemas começaram no final de semana, depois que o presidente se recusou a detalhar as cláusulas do acordo, como queriam os conselheiros. A crise foi contornada parcialmente na noite de segunda-feira, quando o presidente aceitou submeter-se ao Cori - Conselho de Orientação do Corinthians - um órgão consultivo, que poderia avalizar a parceria. Na reunião de Dualib com os membros do Cori - realizada pouco antes da plenária do Conselho Deliberativo, no entanto, o presidente não convenceu plenamente. De acordo com a ex-presidente do Corinthians, Marlene Matheus, Dualib não havia apresentado documentos que respaldassem um eventual acordo. Segundo ela, o clube não dispõe de informações confiáveis a respeito da empresa, nem sobre o contrato que poderia vir a ser assinado. Desta forma, disse a ex-presidente, ?o acordo não seria possível?. Rubens Aprobatto disse que procurou o registro da MSI no exterior, mas nada encontrou. ?Como a gente pode fechar parceria com uma empresa fantasma??, questionou o conselheiro Romeu Tuma Júnior, um dos mais revoltados em função do comportamento de Dualib na reunião do conselho. ?Durante a leitura do pré-contrato, apareceram uma série de discrepâncias. Os valores não batiam. Pedi explicações e não foram dadas.??

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