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Corinthians arma defesa de Petros por trombada em juiz

Meia pode pegar no mínimo 180 dias de suspensão e clube quer desqualificar artigo da denúncia do STJD para suavizar a pena

Vanderson Pimentel e Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2014 | 05h00

O Corinthians vai tentar desqualificar o artigo da denúncia do STJD que prevê pena de no mínimo 180 dias ao meia Petros pela trombada no árbitro Raphael Claus no clássico contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro. O advogado do clube, João Zanforlin, acredita que seria mais coerente um gancho que de três a seis jogos.

Zanforlin pretende solicitar a alteração do artigo que o jogador será denunciado no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Segundo o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, Petros será enquadrado no artigo 254.

O parágrafo 3.º desse artigo trata diretamente de agressão contra membros da arbitragem e prevê pena mínima de 180 dias. “Como advogado, acredito na absolvição, mas vamos tentar desqualificar esse artigo. Há outros, como o 258 e o 250, em que as punições são mais leves”, disse Zanforlin.

O artigo 250 prevê pena de uma a três partidas ou de 15 a 60 dias para o atleta que “praticar ato hostil ou desleal durante a partida”. Já o artigo 258 concebe suspensões de uma a seis partidas ou 15 a 80 dias no caso de o jogador assumir conduta contrária à disciplina que não esteja prevista no código.

O caso, que já era complicado, ganhou novo capítulo ontem. O árbitro Raphael Claus fez um adendo na súmula que ele havia enviado à CBF. Agora, Claus fala em agressão.

“Aos 18 minutos do primeiro tempo, senti uma trombada forte do jogador de número 40 (Petros)...Neste momento, interpretamos o lance como choque natural de jogo”, escreveu Claus no adendo. “Entretanto, esta minha opinião foi alterada após ver a partida pela TV... percebi claramente que o atleta de número 40 da equipe do Corinthians corre em minha direção e atinge minhas costas com o braço esquerdo de maneira intencional.”

Para o STJD, essa alteração feita pelo juiz não interfere no caso. Mesmo sem a mudança, o tribunal julgaria Petros pelo empurrão da mesma forma. “A súmula é importante material de prova, mas a procuradoria pode se valer de outros meios para julgar o atleta”, disse Schmitt.

Zanforlin disse que vai citar essa mudança de postura do juiz em sua defesa. “Esse adendo contaminou o processo. Primeiro, ele diz em choque natural, depois em choque intencional. Como isso é possível?”, perguntou o advogado do Corinthians. 

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