Corinthians assina contrato para financiar a Arena Corinthians

O empréstimo do BNDES, no valor de R$ 400 milhões, foi liberado em transação intermediada pela Caixa Econômica

Agência Estado

29 Novembro 2013 | 12h25

SÃO PAULO - Dois dias depois de um guindaste tombar no canteiro de obras do Itaquerão e matar dois operários, o Corinthians anunciou que assinou na manhã desta sexta-feira o contrato de financiamento de longo prazo do estádio. O acordo, firmado com a Caixa Econômica Federal, patrocinadora do clube, faz parte do Programa Pro-Copa Arenas. Desta forma, o Corinthians finalmente desata o nó da operação financeira que envolve a construção da arena. Antes do acidente de quarta-feira, o estádio tinha 94% de suas obras finalizadas.

O empréstimo do BNDES, no valor de R$ 400 milhões, foi liberado em transação intermediada pela Caixa Econômica. Ele faz parte da linha de financiamento Pro-Copa, que custeia estádios que serão usados na Copa do Mundo - o prazo para liberação dos empréstimos termina em dezembro.

Pelas regras do Pro-Copa, a verba do BNDES precisa ser liberada a um outro banco, que repassaria o dinheiro ao Corinthians e à Odebrecht, empreiteira responsável pela construção da arena corintiana, até então prevista para receber a abertura do Mundial. Os parceiros inicialmente negociaram com o Banco do Brasil, mas as garantias oferecidas pelo clube e pela construtora não foram aceitas.

Por causa desse atraso no cronograma financeiro, a Odebrecht custeou o estádio com recursos próprios e empréstimos bancários tomados no mercado financeiro, com juros maiores do que os da linha de financiamento do BNDES. Esse foi o principal motivo para o custo original da obra, estimado em R$ 820 milhões, ter sido reajustado para pelo menos R$ 900 milhões. Existe a possibilidade, após a queda do guindaste e destruição de parte do estádio da área Leste, de esse valor ser novamente corrigido.

Com a assinatura do contrato, chega a pelo menos R$ 3,882 bilhões o valor já liberado em financiamentos para construção de estádios da Copa. Este montante é ainda maior porque os R$ 196,8 milhões relativos à Arena da Baixada, em Curitiba, não levam em conta impostos. Além do Itaquerão, Maracanã, Arena Amazônia, Mineirão e Arena Pernambuco chegaram ao teto de R$ 400 milhões em financiamentos.

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