Corinthians atrás de vitória e paz

O Corinthians estréia na Copa dos Campeões, hoje, às 16h, contra o Coritiba, em Maceió, duplamente pressionado. Além do desafio de ganhar a competição para voltar a disputar a Taça Libertadores da América no ano que vem, o time depende de uma vitória para amenizar a crise que tomou conta do grupo nos últimos dias em função das suspeitas de que fatos gravíssimos teriam acontecido na concentração do Corinthians envolvendo os jogadores na véspera do jogo decisivo contra o Grêmio, pela final da Copa do Brasil. Especialista na arte de ´apagar incêndios´, o técnico Wanderley Luxemburgo vai usar toda a sua vivência no futebol para transformar essa crise num agente aglutinador do grupo. Se alcançará sucesso ou se a crise poderá atrapalhar os planos da equipe na Copa dos Campeões, só o jogo em si vai mostrar. Antes de embarcar para Maceió, no entanto, Luxemburgo estava decidido a não fazer da Copa dos Campeões um desafio definitivo para a sua equipe. "Se não chegarmos à Libertadores por meio da Copa dos Campeões ainda teremos uma boa chance no segundo semestre, no Campeonato Brasileiro". Além das questões extra-campo, Luxemburgo também tem problemas para definir a sua equipe. Em Maceió, hoje, o treinador treinou com três zagueiros - João Carlos, Schedit e Fábio Luciano - sem saber se enfrentaria o Coritiba com essa formação. A dúvida era em relação ao efeito suspensivo de Marcelinho Carioca. "Se o Marcelo puder jogar eu volto com a formação tradicional", afirmou o treinador corintiano. "De qualquer forma, o treinamento valeu porque talvez o Corinthians jogue com três zagueiros lá na frente". Luxemburgo acredita que, jogando com três zagueiros, os laterais terão mais liberdade para avançar. Seria uma forma de compensar ausências importantes, como a de Marcelinho Carioca, Müller (que já abandonou o Corinthians) e até mesmo a de de Éwerthon futuramente, já que o atacante só foi liberado pela CBF para disputar o jogo de amanhã, pelo Corinthians, mas terá de voltar em seguida à Seleção Brasileira. "Prefiro deixar o Ricardinho mais solto com a presença dos laterais jogando mais avançado. Essa seria uma forma de compensar o fato de eu ter ficado carente no ataque". Entre os jogadores, o único que falou sobre o jogo foi Marcelinho Carioca. De acordo com o atacante, os problemas extra-campo não conseguirão atrapalhar o desempenho da equipe na Copa dos Campeões. "Nada disso vai atrapalhar o Corinthians".

Agencia Estado,

22 de junho de 2001 | 18h22

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