André Lucas/ Estadão
André Lucas/ Estadão

Corinthians busca parceiros para aumentar negócios na Arena e gerar mais receita

Abertura do estádio para empresas de segmentos diversos objetiva gerar novas formas de arrecadação e pagar a conta do financiamento

João Prata, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2018 | 05h00

O Corinthians está tentando fazer de sua Arena um grande negócio para tornar os jogos apenas mais uma fonte de renda. Duas obras realizadas em parceria com a iniciativa privada estão em fase final de construção para ajudar o clube a pagar as milionárias contas do estádio - só o financiamento com a Caixa, acertado em 30 anos, custa R$ 5,9 milhões por mês.

No próximo dia 22 será inaugurada a academia Spider Fit com capacidade para receber seis mil pessoas. E até o final do ano o restaurante com capacidade entre 300 e 500 lugares ficará pronto. A expectativa é de que comece a funcionar no Campeonato Paulista de 2019. Os projetos não tiveram custos para o clube. O grupo BFA ganhou as concessões e investiu cerca de R$ 4 milhões em cada uma das iniciativas. A empresa pagará aluguel mensal ao Corinthians e ainda dará entre 10% e 15% do que faturar nos negócios. 

O diretor da BFA, Bruno Barbosa, não entrou em detalhes sobre valores, mas informou que está pagando um pouco mais do que o metro quadrado da região, pois se trata de um local dentro do estádio do Corinthians. O custo mensal de espaços semelhantes na região de Itaquera variam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. A expectativa da empresa é de conseguir recuperar o investimento no prazo de três anos na academia e de dois anos no restaurante.

O primeiro negócio deve demorar um pouco mais dar retorno por causa da parceria feita com Anderson Silva. A BFA comprou os direitos de usar o nome do atleta com contrato válido por cinco anos e pagará uma porcentagem ao lutador. Anderson Silva, um dos principais atletas da história do MMA, deve comparecer para a inauguração e também fará aparições ao longo do ano.

 

A academia não será exclusiva para corintianos, mas terá pacotes especiais para quem for torcedor alvinegro. Os valores vão de R$ 99 a R$ 700, sendo que os planos mais caros darão o direito de assistir às partidas do time. O restaurante também será aberto em dias de jogos. Nos meses iniciais, funcionará de terça a domingo à noite e no sábado haverá feijoada à tarde. “Queremos fazer a Arena fluir. A ideia é fazer as pessoas circularem por aqui”, disse Barbosa ao Estado. “São 600 mil pessoas que moram em um raio de um quilômetro da Arena. Tem uma Ribeirão Preto aqui em volta”, prosseguiu o engenheiro.

Parceria com a NBA

O gerente de marketing da Arena, Caio Campos, revelou ao Estado uma parceria com a NBA. Já no clássico contra o São Paulo, no sábado, a Arena terá um quiosque da principal liga de basquete do mundo. “Só não venderá camisa do Boston, que é verde”, brincou. Ele também fechou com a Nike a construção de duas quadras poliesportivas para uso público. 

Ainda há reuniões em curso. A ideia é repetir o modelo de negócio para concessão a uma universidade, além de uma clínica médica. Existe também um projeto para uma quadra de boliche e uma parceria com um bufê infantil. Atualmente, a casa corintiana gera receita com o Tour na Arena, a terceirização do estacionamento e o aluguel do espaço interno para eventos, reuniões corporativas e casamentos. 

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