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Corinthians, cada vez mais argentino

Corinthians, brasileño sí, pero no mucho. Com a confirmação de Daniel Passarella no comando da equipe - desembarcou nesta quarta-feira em São Paulo com cinco malas e elogiando o clube brasileiro -, o entrenador (técnico) será portenho, assim como o novo controlador (xerife) da defesa, Sebastian Dominguez, o futuro dono da remera (camisa) 5, Javier Mascherano, e o delantero (atacante) Carlos Tevez. Kia Joorabchian, homem forte da MSI, parceira corintiana desde o fim do ano, nunca escondeu o apreço pelos futbolistas de la Argentina.E haja apreço nisso. Para trazer os três atletas, deberá poner de su propio bolsillo la friolera (terá de desembolsar a quantia) de US$ 40 milhões. Sem contar os salários: Passarella pede US$ 2 milhões por ano, o mesmo que recebe Tevez. A MSI, porém, quer pagar US$ 1,5 milhão. O técnico e Kia reuniram-se no Parque São Jorge e nesta quinta-feira pela manhã voltam a conversar para bater o martelo. À tarde, El Gran Capitan deve ser apresentado como o novo técnico do Corinthians. "O sonho de qualquer treinador é trabalhar no futebol brasileiro. Eu ainda não assinei contrato, mas tenho certeza de que à tarde esse problema estará resolvido. O Corinthians é um time forte, importante. Sei o que me espera", dizia sorridente ao desembarcar em Cumbica.Se Kia admira os conterrâneos de Diego Armando Maradona, tem também seus interesses. Contratar jogadores do país vizinho ao Brasil é, além de boa jogada de marketing, uma forma de expandir os horizontes do fundo de investimentos. Nos bastidores, especula-se ainda que o empresário de futebol Juan Figer estaria por trás da MSI e estaria aproveitando a parceria para se infiltrar no mercado argentino.A língua será de cara o primeiro problema, em duas vias. Os brasileiros do Corinthians, ainda maioria, não compreendem espanhol. "Não entendo muito o que o Tevez fala", admite o atacante Gil. Betão, zagueiro, é um dos poucos que arranha o idioma. "Fiz algumas aulas e tento me virar", afirmou. "O Sebá é fácil de entender, mas o Tevez fala rápido demais, é mais complicado." Mascherano, do River Plate, só se apresenta em junho.O ex-técnico da equipe, Tite, sofria para passar as orientações ao atacante estrangeiro. Há cerca de duas semanas, contou sua tática: "Fico fazendo gestos, pulando e gritando. Espero que ele consiga entender o que eu quero."Um dos motivos que fazem com que o ex-astro do Boca Juniors não dê entrevistas durante a semana é esse: a dificuldade em responder às perguntas em português. "As pessoas falam, falam e o Tevez fica voando", entregou o companheiro Carlos Alberto.

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