Corinthians: chance de Bruno Octávio

De terceira opção no banco de reservas a titular no jogo decisivo. Esta é a trajetória de Bruno Octávio Jovanelli, 20 ,anos, 1,83m e 78 Kg. Prata da casa, o jogador pode ser o único, no ano, a ganhar dois títulos atuando o duelo decisivo. Ele era o capitão na conquista da Copa São Paulo de Juniores em janeiro.Garantindo o título brasileiro no domingo, o volante realizaria não apenas o seu sonho, mas principalmente do pai, Jair, fanático corintiano e responsável por levá-lo para o clube, em 1998. Na época, tinha 13 anos.Bruno Octávio, como todo garoto, sempre gostou de disputar suas ?peladas? nas ruas de São Caetano, onde nasceu. ?Arrancava muito o tampão do dedão?, lembra. com apoio do pai e também da mãe, Regina, começou a jogar na várzea. O time era o Ourinhos de Santo André, no qual atuava de meia.Um belo dia, um amigo do seu pai, funcionário do Corinthians, lhe arrumou um teste. Participou da peneira e saiu aprovado para felicidade geral da família. Logo no primeiro jogo, o volante falta. ?O treinador do infantil me puxou para o setor e fiquei, até hoje?, lembra.Com a profissionalização, ganhou belo aumento de salário. Passou de R$ 1,2 mil para R$ 6 mil. Junta o dinheiro, com os prêmios pelas vitórias, para dar melhor moradia a família. ?Comprei um apartamento de 3 dormitórios na Vila Alpina para meus pais, que moram em Santo André?, revela ele, que quer morar mais perto do clube. Está pagando à prestação.EFEITO GANGORRA - Com contrato até dezembro de 2007 ? a diretoria do Corinthians pretende ampliar o vínculo de todas as revelações do clube ? Bruno Octávio sonha em acabar com o sobe e desce de categoria. E também com o pé frio em relação aos treinadores. Desde sua promoção, em julho de 2004, sempre deixou de ser aproveitado após a troca de comando. Começou com Tite. ?Quando estava começando com seqüência de jogos, ele foi dispensado?, diz. Veio o Passarella e ele voltou aos juniores. ?Com o desfalques de alguns companheiros de posição, acabou convocado às pressas. ?Realizei algumas partidas e ele também foi demitido?, observa. Márcio Bittencourt também não simpatizou com seu futebol. Quando precisou, também acabou perdendo o emprego. Vai derrubar o Lopes também? ?Não, agora estou jogando bastante?, afirma, rindo.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2005 | 09h01

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