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Corinthians cobrará até R$ 500 por ingresso na Libertadores

Para a competição continental em 2010, clube espera diminuir dívidas e lucrar até R$ 5 milhões por jogo

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2009 | 19h38

A Copa Libertadores de 2010 é a menina dos olhos do Corinthians. E a obsessão não é só pelo título. O clube aposta que a disputa será importante também para diminuir as dívidas de R$ 100 milhões. Quem pagará? O torcedor. Os ingressos vão de R$ 50 (arquibancada) até R$ 500 (setor Vip) e o objetivo é ter rendas de até R$ 5 milhões por partida.

 

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Atualmente, com o Pacaembu lotado, as arrecadações do Corinthians giram em torno de R$ 1,5 milhão. Na decisão da Copa do Brasil passou dos R$ 2 milhões. Além dos preços altos na competição continental, a diretoria ainda conseguiu aumentar a capacidade do estádio em quase 6 mil lugares. Agora cabem 40.199 torcedores. "E, mesmo assim, vão faltar lugares", aposta o vice de marketing, Luís Paulo Rosenberg.

 

Durante algumas rodadas do Brasileiro e até mesmo da Copa do Brasil, os torcedores uniformizados protestaram contra os preços dos ingressos: R$ 30 uma arquibancada. "Andrés [Sanches, presidente], aqui não tem burguês", gritaram. Ainda diziam que o Corinthians era o "time do povo" e precisava reduzir os bilhetes para ter casa cheia. Agora, os dirigentes vão na contramão. "Para economista, conceito de caro é aquele de quem deixa o produto sobrando na prateleira. E eu tenho sérias dúvidas se, com esse preço, não vamos ter filas na entrada das arquibancadas", afirma o diretor, que também é economista. "Mas só vai pagar R$ 50 quem não for Fiel Torcedor [programa lançado pelo clube]", enfatiza. "Quem for terá desconto."

 

Rosenberg, contudo, mandou recado para aqueles corintianos que procuram setores diferenciados, como as numeradas. "A numerada, essa sim, vai ser cara, porque nós vamos exigir do corintiano da classe A que nos ajude a fazer campanha invejável na Libertadores."

 

O anúncio foi feito no lançamento do "computador do Timão", que ficou de lado. Perdeu espaço para a questão dos ingressos e para o tema contratações. O acerto com Riquelme, do Boca Juniors, passou a ser viável. E o zagueiro André Luís e o volante Ralf, do Barueri, assinaram pré-contrato."

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