Corinthians, com a cara argentina

Tevez, Sebastian Domingues, Mascherano (se confirmado) e Passarella terão à disposição professores de português pagos pela MSI. Mas será o Corinthians quem terá de se adaptar ao espanhol. O processo de ?argentinização? pelo qual o clube mais popular de São Paulo está passando fará uma revolução na estrutura amadora que domina o futebol corintiano desde sua fundação. "Os argentinos têm uma maneira diferente de encarar os jogos. Fazem das partidas verdadeiras batalhas tendo a torcida como cúmplice. E, fora do gramado, são mais exigentes, unidos. Será um processo de adaptação ótimo para as duas partes", diz Tite. O treinador terá de trabalhar muito a partir de sexta-feira, dia marcado para a reapresentação do elenco. Tite passou as férias planejando como melhor explorar a simbiose dos atletas argentinos jovens mas consagrados com o que restou do time limitado que alcançou a quinta colocação no Brasileiro. Há a certeza de que, ao contrário do divulgado, mesmo com a contratação de jogadores talentosos ofensivamente, Tite não abre mão de uma equipe competitiva, com forte poder de marcação. "Quero fazer o talento das peças que estão chegando um ingrediente a mais no Corinthians vibrador, batalhador que terminou o ano passado", alerta o treinador. "Pelo que sei, os argentinos gostam de lutar. Sei um pouco da carreira do Tevez e tenho certeza de que trará aquela maneira provocadora de jogar dos argentinos. Sabem como irritar os adversários. Isso a gente não tinha costume de fazer. Vai ser bom aprender", declara, empolgado, Jô.

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