Corinthians começa a percorrer seu atalho

Quem quer entrar para a história do Corinthians? É com essa pergunta que o técnico Juninho Fonseca iniciou o processo de motivação do grupo de jogadores para a disputa da Copa do Brasil, que começa amanhã, às 21h45, em João Pessoa, diante do Botafogo da Paraíba. Como já se sabe, o centro das atenções é a Taça Libertadores da América de 2005, para a qual o torneio nacional é chamado de "atalho". A competição continental é a grande pedra no sapato dos corintianos. O clube é o único entre os grandes paulistas que ainda não conquistou o título. Nem mesmo o Mundial de Clubes da Fifa serve de consolo. Por isso, cada participação na Copa do Brasil é cercada de grande expectativa e ansiedade. Vencê-la é sinônimo de Libertadores, que pode ser sinônimo de um lugar especial na história alvinegra. É aí que Juninho completa seu raciocínio. E o treinador tem até um personagem para ilustrar sua idéia. O volante Freddy Rincón é apontado como exemplo. Capitão da equipe que venceu o Mundial, o colombiano está eternizado como o jogador que ergueu o troféu inédito, em 14 de janeiro de 2000. Com seu jeitão boleiro, apegado em estratégias motivacionais, Juninho tenta convencer cada atleta do atual elenco que a história de Rincón pode se repetir. E o protagonista que estará lá desta vez só dependeria do esforço e dedicação de cada um. O time - O treinador corintiano não esconde de ninguém que a intenção é evitar o jogo de volta. Para isso, o Corinthians precisa vencer por dois ou mais gols. Diante disso, não teve dúvida. Vai insistir no esquema com três atacantes experimentado, sem sucesso, no empate por 0 a 0 com o União Barbarense, no último domingo, pelo Campeonato Paulista. "O potencial é bom. Precisamos é de ritmo, entrosamento. E isso requer um pouco de tempo e paciência", afirmou Marcelo Ramos, que jogará avançado ao lado de Régis e Gil. A surpresa pode ser a escalação de Rodrigo no meio-campo. O meia atuou por 30 minutos em Santa Bárbara D?Oeste, sentiu-se bem e se disse preparado. Como Samir, gripado, não viajou, cresceu a chance de Rodrigo jogar pelo menos o segundo tempo completo.

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