Corinthians contesta dívida de Dinei

Corinthians e Dinei não é o primeiro caso de amor que vai parar nos tribunais, mas este, particularmente, promete estar bem longe de uma resolução. Nesta quinta, mesmo não reconhecendo a dívida de R$ 500 mil relativos a direito de arena que, segundo a Justiça, não foram pagos ao jogador entre 1998 e 2000, o clube depositou o valor em juízo e recorreu da liminar da juíza Alcina Maria Fonseca Peres, da 33.ª Vara do Trabalho, que obriga o Corinthians a quitar o débito.O jogador deixou o clube em dezembro de 2000. Segundo o advogado de Dinei, Luis Carlos Justino, no acerto ficou faltando ainda o pagamento de uma quantia do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e mais o valor equivalente aos direitos de transmissão das partidas dos campeonatos que o atleta disputou desde 1998. Em março do ano passado, o jogador entrou na Justiça do Trabalho de São Paulo exigindo seu dinheiro. ?Ganhamos a ação e tentamos várias vezes negociar com o clube. Eles não reconheciam a dívida e também não apresentavam nenhuma prova de que a quantia havia sido paga?, diz Justino.O vice-presidente de Futebol do Corinthians, Antônio Roque Citadini, conta que até 2000 não estava claro para os clubes se eles deveriam ou não repassar uma fração do direito de arena ao elenco. Após um acordo entre os sindicatos de atletas estaduais, no Rio, em agosto daquele ano, ficou definido que 5% de tudo o que as emissoras passassem às equipes deveria ser dividido, no final do campeonato, entre os jogadores que estiveram em campo nas partidas televisionadas. ?Antes de 2000, nós depositamos em juízo esses valores. Todos pegaram o que tinham direito. Se o Dinei não recebeu, não sei qual o motivo?, disse.Batata quente - Citadini havia afirmado que se existia alguma dívida com o jogador, esta não era do Corinthians, mas sim do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, responsável pelo repasse dos direitos de arena a partir de agosto de 2000. ?Se ele falou isso, ele está maluco. Temos todos os comprovantes de que não devemos nada ao Dinei?, afirmou nesta quinta o diretor-tesoureiro do sindicato, Luis Eduardo Pinella.

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