Daniel Teixeira|Estadão
Daniel Teixeira|Estadão

Corinthians demora para engrenar e apenas empata com o Grêmio

Alvinegro perde oportunidade de ganhar primeiros três pontos

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

15 de maio de 2016 | 18h15

O atual campeão brasileiro demorou para "acordar" na estreia do Campeonato Brasileiro. O Corinthians teve um difícil adversário na estreia, neste domingo, o Grêmio, mas poderia ter evitado o empate sem gols que frustrou a torcida no Itaquerão caso tivesse acelerado o ritmo antes dos dez minutos finais.

O trecho final da partida foi muito diferente dos 80 minutos restantes. A partida equilibrada deu lugar a um domínio envolvente do Corinthians, propiciado principalmente pelas alterações de Tite. A pressão tardia mostra que a equipe tem qualidade, porém  ainda tem a evoluir.

Os dois clubes eliminados recentemente nas oitavas de final da Copa Libertadores fizeram um jogo movimentado e digno do encontro de candidatos às primeiras posições do Brasileiro. Os elogios, porém, são restritos ao repertório de potencial demonstrados e merecem a ressalva pela escassez de gols.

Corinthians e Grêmio mostraram ter um equilíbrio de forças capaz de se anularem. Os competentes times fizeram uma partida de ciclos de domínio alternados. Quando um assustava, outro respondia com lance de perigo similar. 

As posturas táticas parecidas, o bom toque de bola e o início com poucas faltas mostraram respeito mútuo. As coincidências se mantiveram nos erros na parte final do campo. A bola chegava com qualidade até perto da área. Aí era sempre um erro de passe, um chute ruim ou a defesa que levava a melhor.

O principal jogo da 1ª rodada ganhou como prévia o show de abertura do Brasileiro. A exposição da taça, música e uma apresentação de dança apresentaram o clima da longa competição de 38 rodadas e encerramento em dezembro. A duração faz com que dificilmente os times titulares ontem sejam o mesmo na despedida.

O Corinthians é quem mais vive essa incerteza. Após ver seis jogadores do time campeão do ano passado saírem, lida com especulações das transferências do zagueiro Felipe e do volante Elias. O clima de dúvida não ameniza a confiança da torcida para o segundo título seguido. Um bom público esteve presente na arena.

A preparação final para o jogo foi conturbada. O clube precisou acionar o quarto goleiro para ficar no banco de reservas. Caíque França nem estava no estádio e foi às pressas se arrumar para ficar à disposição. 

Antes de passar esse sufoco, o Corinthians teve duas baixas de última hora. Cássio viajou ao Rio Grande do Sul para acompanhar o enterro da avó e o terceiro goleiro, Matheus Vidotto, sentiu dor nas costas enquanto se aquecia para a partida.

O primeiro tempo ficou marcado pelo "quase" em diversas chances. As equipes entravam na área e hesitavam na escolha da melhor opção. Marquinhos Gabriel chegou a driblar vários adversários, mas errou o chute. No Grêmio, Bolaños demorou para definir a jogada e foi desarmado. Giuliano errou uma finalização na primeira área logo no começo da partida.

A partida travada fez o técnico Tite mexer duas vezes em menos de um minuto na etapa final. As mudanças fizeram pela primeira vez o goleiro Marcelo Grohe ter trabalho. Por pouco o Corinthians não abriu o placar aos 20 minutos. 

As três substituições voltados ao setor defensivo fez o Corinthians ter mais posse de bola e até fazer triangulações e tabelas. Já o Grêmio, mexeu no segundo tempo para reforçar a marcação e ter velocidade em contra-ataques.

Nos minutos finais virou ataque contra defesa. O Corinthians rondou a área e nos acréscimos, foi quando mais assustou e exigiu o trabalho de Marcelo Grohe.

CORINTHIANS 0 x 0 GRÊMIO

CORINTHIANS: Walter; Fagner, Felipe, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique; Elias, Rodriguinho (Rodriguinho), Marquinhos Gabriel e Romero (G. Augusto); André (Luciano). Técnico: Tite

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Ramiro, Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon e Giuliano; Bolaños (Edinho), Luan (Everton) e Bobô (Henrique Almeida). Técnico: Roger Machado.

Juiz: Wilton Pereira Sampaio (GO)

Cartões amarelos: Bobô, Balbuena, Marcelo Grohe. 

Renda: R$ 1.627.511,00.

Público: 31.533 pagantes.

Local: Itaquerão, em São Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.