Corinthians derrota Grêmio por 1 a 0

A falta de pontaria de seus atacantes quase colocou em risco a vitória do Corinthians sobre o Grêmio, por 1 a 0, neste domingo à tarde, no Pacaembu. Mesmo sem jogar um futebol excepcional, o Corinthians perdeu a chance de construir uma goleada histórica. No fim, só não se complicou na partida porque Rubinho fez duas defesas fantásticas e assegurou os três pontos. Com o resultado, o time de Geninho chega aos 32 pontos ganhos. O Grêmio foi uma presa fácil. O time gaúcho é um dos piores de sua história. O esquema 3-5-3 montado por seu desconhecido treinador, Nestor Simionato, não funcionou. Os três zagueiros jogaram em linha e não ganharam nenhuma jogada pelo alto; os alas não apoiaram; o meio-de-campo errou demais nos passes; e o ataque inexistiu. Só o volante Tinga e o atacante Cláudio Pitbull (no segundo tempo) se salvaram. Por sorte, o Grêmio não enfrentou um adversário implacável. O Corinthians também teve as suas falhas, especialmente no ataque. O time de Geninho saiu na frente logo aos 13 minutos, com um gol de Renato, mas poderia ter definido a sua vitória já no primeiro tempo. Leandro por duas vezes (aos 30 e aos 43) e Fabinho aos 38, tiveram chances fantásticas na risca da pequena área e desperdiçaram, todas de cabeça. O goleiro Rubinho praticamente não trabalhou nos primeiros 45 minutos. O Grêmio só ameaçou numa jogada individual de Tinga, aos 31 minutos. Depois de se livrar de Ânderson e Marquinhos na área, o volante gremista avançou em direção ao gol corintiano, mas concluiu mal, jogando a bola longe de Rubinho. No segundo tempo a situação se repetiu. O Corinthians encontrou facilidade para jogar, chegou várias vezes à area gremista, mas os seus atacantes perderam todas as chances. Só Abuda desperdiçou duas oportunidades praticamente seguidas, aos 8 e aos 12 minutos, chutando da marca do pênalti. Kleber também quase fez o segundo gol aos 29 minutos, num chute da esquerda, que passou raspando a trave de Danrley. O Grêmio só melhorou um pouco quando Flávio se machucou e Nestor Simionatto colocou Cláudio Pitbull em campo. Mesmo sendo um jogador de pouca qualidade técnica, Pitbull deu trabalho à defesa corintiana. O primeiro aviso foram os três chutes de fora da área, desviados pela zaga corintiana. No fim, já na base do desespero, o susto foi bem maior nas jogadas de área. Dos 32 aos 40 minutos, o goleiro Rubinho, que passou o jogo todo praticamente sem ser exigido, se transformou no melhor jogador em campo. Fez ótimas defesas em dois chutes de Pitbull e salvou o Corinthians de um castigo.

Agencia Estado,

27 de julho de 2003 | 18h05

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