Corinthians derrota Rio Branco por 2 a 1

Rincón comandou a vitória do Corinthians contra o Rio Branco por 2 a 1, neste sábado, no Pacaembu. Aos 37 anos, o colombiano deu personalidade ao desentrosado apanhado de jogadores que Juninho comanda. Ele saiu aplaudido de pé pelos torcedores, ganhou todos os prêmios de emissoras de rádio e ainda a admiração dos companheiros."Rincón deu outra cara para o time. Empurrou para o ataque e colocou na defesa quando precisou. O Corinthians é outro com ele", admitiu o capitão Rogério. "Os jovens seguiram seu exemplo. E sua reestréia foi excelente. Era o líder que estávamos precisando", elogiou o goleiro Fábio Costa. "Ele conseguiu nos orientar e acalmar. Fica fácil jogar ao lado dele", resumiu Adrianinho. "Velho? Imagina, foi o Rincón que nos complicou essa partida", desabafou Tiago Ribeiro, do Rio Branco.Três destaques chamaram a atenção antes mesmo de o jogo começar. O primeiro era o barulhento protesto da Gaviões da Fiel contra os R$ 20,00 pelo ingresso da arquibancada. Parte dos torcedores "acompanhou" o jogo em cima de um morro perto do estádio, de onde se vê só metade do campo. O segundo foi o uniforme que o Corinthians escolheu para homenagear os 450 anos de São Paulo, que prendia os olhares. Mas a camisa preta com finas faixas brancas horizontais, calção e meias cinzas lembravam mais luto do que festa. A expectativa maior, no entanto, era Rincón. O volante de 37 anos voltava ao time que defendeu de 1997 a 2000. Desde os primeiros minutos o colombiano mostrou a velha firmeza nas divididas e os toques refinados. Bem melhor do que o deslumbrado Fabrício e suas brincadeiras perto da área corintiana.Mas Rincón era exceção no Corinthians. O time ainda mostrava os defeitos do empate diante do Atlético Sorocaba: incrível falta de entrosamento e má distribuição em campo.Os jogadores não sabiam que setor ocupar. Embolavam o ataque e deixavam espaços na defesa. Outra vez Adrianinho e Samir mostraram não ser os meias que a torcida espera. Gil também decepcionava, omitindo-se do jogo. Os laterais Rogério e Julinho, tímidos no apoio, eram figuras decorativas.O humilde Rio Branco do técnico Júlio Espinosa - que vinha de derrota para a União Barbarense por 3 a 2 - se aproveitava, marcando com facilidade. E ainda mostrando coragem para contra-atacar. Sua maior estrela, Paquito, se destacava driblando e coordenando o time sem patrocínio de Americana.A paciência da pequena torcida corintiana já estava acabando: o time foi para o vestiário ouvindo vaias e palavrões. Só Rincón era reverenciado.Obrigado a conseguir a vitória, o Corinthians voltou melhor. Marcando com mais firmeza a saída de bola. Para ajudar, o preparo físico do Rio Branco caiu: o time cansou. E por falta de concentração saiu o primeiro gol corintiano. Em cobrança de escanteio de Rogério, Anderson cabeceou livre. O goleiro Adílson ainda tocou na bola mas não evitou: 1 a 0 aos 24 minutos.Abalado, o Rio Branco ainda procurava um culpado pelo primeiro gol quando sofreu o segundo. Aos 26 minutos, Adrianinho recebeu livre e chutau colocado: 2 a 0. A partir daí, alívio no banco de reservas e em campo.Os jogadores corintianos passaram a se comportar como se a partida tivesse acabado. E o Rio Branco se aproveitou. Aos 34 minutos, Tiago Ribeiro chutou forte da entrada da área e Fábio Costa aceitou para os 2 a 1.Juninho logo tratou de recuar o seu time para segurar a importante vitória. A equipe ainda pode ter problemas graves, mas ganhou um reforço maravilhoso de 37 anos.

Agencia Estado,

24 de janeiro de 2004 | 20h02

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