Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians

Sem Libertadores, Corinthians apostará em reforços caseiros para 2017

Maycon e Moisés devem ser aproveitados na próxima temporada

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2016 | 07h01

Sem a vaga para a Libertadores, o Corinthians inicia a temporada 2017 com os pés no chão e com um planejamento mais tímido do que teria se voltasse a disputar a competição continental. Quem pode ganhar espaço com isso são atletas que estavam emprestados e deverão ser aproveitados pelo técnico Oswaldo de Oliveira. São os casos do lateral-esquerdo Moisés e do volante Maycon. 

A ausência na competição continental fará com o que clube deixe de arrecadar pelo menos R$ 7 milhões de premiação, além de quase R$ 3 milhões de renda bruta em jogos no Itaquerão. O valor ajudaria a equilibrar as finanças do clube, que fechará o ano no azul graças ao recebimento de luvas pagas pela Rede Globo por ter renovado o contrato para a transmissão dos jogos a partir de 2019.

O clube deve fechar o ano com R$ 70 milhões de renda. Número muito bom, mas pequeno se comparado ao fato de o Corinthians ter encerrado as últimas duas temporadas com R$ 97 milhões negativos. Esse déficit ajuda a explicar a falta de grandes investimentos. 

Em relação aos reforços, a falta da vaga para a competição continental deve dificultar a chegada de grandes nomes. O meia Wagner, que era dado como certo, pode ter a transferência cancelada. Ele ainda não acertou a rescisão contratual com o Tianjin Teda, da China.

No domingo, após o jogo com o Cruzeiro, Oswaldo pediu a contratação de jogadores experientes, algo que a diretoria já havia detectado como necessário. Enquanto os dirigentes correm atrás de nomes que se encaixam como ideais, alguns garotos já têm futuro definido. 

NOVA CHANCE

Um dos destaques da Ponte Preta na temporada, o volante Maycon voltará ao clube cheio de moral e até com possibilidades de brigar por uma vaga entre os titulares. O jogador, chamado de “novo Elias” pelo técnico Tite, foi emprestado para ganhar experiência e parece ter aproveitado o tempo fora do clube. 

Moisés foi um dos destaques da campanha do Bahia, que ascendeu para a Série A do Brasileiro. O lateral, que antes tinha sido emprestado para o Bragantino e tem contrato até dezembro do ano que vem, deve finalmente ter chances na equipe.

O colombiano Stiven Mendoza também estava nos planos de Oswaldo, mas a diretoria já o avisou que o atacante será negociado. Atualmente, ele está no New York City Football Club, dos Estados Unidos. Outros que também retornam de empréstimo e não deverão ser aproveitados são Gustavo Viera, Rodrigo Sam, Rafael Castro, Claudinho e Léo Artur.

Justamente por não fazer grandes investimentos, os dirigentes tentarão segurar os principais jogadores. O meia Rodriguinho tem sido alvo de clubes do exterior e, por enquanto, deve ficar, já que não apareceu nenhuma proposta tentadora. Nos bastidores, os dirigentes acreditam que não exista o risco de ocorrer um novo desmanche, pois a equipe não demonstrou talentos individuais.

CÁSSIO DEVE SAIR

Dono do salário mais alto do elenco e cobiçado por outros clubes dentro e fora do Brasil, o goleiro Cássio pode ser negociado depois de ter se tornado reserva de Walter. O próprio titular, no entanto, foi sondado por clubes europeus e não tem presença certa para 2017.

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