Corinthians deve jogar na Fazendinha

O Corinthians vai voltar a disputar no Parque São Jorge os jogos menos importantes do Campeonato Brasileiro. O motivo: a diretoria cansou de levar prejuízo jogando no Pacaembu. Somente no borderô de quarta-feira, contra o Atlético-MG, pela Copa Sul-Americana, o clube perdeu R$ 23 mil. A arrecadação bruta foi de R$ 45.312,00 - apenas 4.650 pagantes. Uma comissão de conselheiros e diretores trabalha há mais de um mês para colocar o estádio Alfredo Schurig em condições de receber alguns jogos. O Corinthians planeja voltar a jogar no Parque São Jorge já no dia 7, contra o Figueirense. A última vez em que o Corinthians jogou na Fazendinha foi em 1999, na época em que era dirigido por Oswaldo de Oliveira. Jogando com um time misto, perdeu para o Mogi Mirim por 4 a 1. Os jogadores sofreram muita pressão da torcida. Por isso, a maioria prefere jogar fora. ?Não é questão de medo", lembra o lateral Kléber. ?Pressão é natural. Se o time jogar bem, a torcida acompanha. A gente prefere o Pacaembu porque o campo é maior. Jogando no Parque pode ser melhor para o adversário. Fica mais fácil de se fechar. Mas se tiver de jogar aqui, jogaremos." O medo dos jogadores também já foi da diretoria. Houve uma época em que os dirigentes temiam que os torcedores invadissem a parte social e depredassem as dependências em dias de derrota. Hoje, com os prejuízos se repetindo a cada partida como mandante, a idéia de jogar no Parque São Jorge praticamente não encontra resistência. Se os jogadores ainda têm medo de enfrentar a própria torcida no Parque, isso não será o bastante para impedir que o Corinthians volte a jogar em seu estádio. ?Quem tem medo não pode jogar no Corinthians", sustenta o vice-presidente de futebol, Antonio Roque Citadini. ?O torcedor corintiano está aí para apoiar. Além disso, a própria torcida gosta da idéia de o Corinthians jogar no Parque São Jorge." O Corinthians já discute com a Polícia Militar um esquema para que seu estádio não receba público acima do limite. A capacidade, que era de 22 mil lugares, foi reduzida para 18 mil. A diretoria vai além: propõe não colocar mais do que 15 mil torcedores em suas dependências. O clube ainda se compromete a vender os ingressos na véspera do jogo. ?Quem não tiver ingresso na mão não conseguirá sequer chegar perto do estádio", assegura Citadini. Além do Figueirense, quinta-feira que vem, o Corinthians acha que pode perfeitamente receber na Fazendinha times como Juventude e Paraná.

Agencia Estado,

31 de julho de 2003 | 18h38

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