Corinthians dispensa euforia e se prepara para o clássico

Boa fase não significa vitória contra o arqui-rival Palmeiras, por isso todos procuram evitar qualquer oba-oba

Milton Pazzi Jr., estadao.com.br

25 de fevereiro de 2008 | 09h15

O Corinthians completou dez partidas sem derrotas. É o único grande entre os quatro primeiros no Paulistão. Conseguiu recuperar Acosta, mostrar que tem um goleiro que pode jogar quando necessário e, ainda, a diretoria obteve a prioridade do habilidoso meia Renato, da Ponte, para disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. Tudo está bem, mas o problema é que, agora, vem um clássico contra o arquiinimigo Palmeiras. E é aí que volta a preocupação.Veja também: Acosta: 'Quando vi que tinha marcado, fiquei louco, louco' Corinthians, com gol de Acosta, bate a Ponte e é quarto colocadoPara Mano Menezes, ainda há muito o que melhorar. Ele freia a euforia que o momento pode causar na equipe. "Não vamos considerar só pela vitória e pelo fato de estarmos entre os quatro que está tudo maravilhoso. Tivemos chance de fazer três, quatro gols, e não fizemos. Isso demonstra o longo caminho que temos a melhorar", disse, ainda em Campinas, em entrevista à rádio Eldorado/ESPN.O discurso procura ser positivo quando o técnico avalia os desfalques de Acosta, Dentinho e Fabinho. "Perdemos três, mas vamos ter o retorno de outros três. Se pensássemos no jogo contra o Palmeiras, não tínhamos ganho da Ponte. Volta o Herrera, o Felipe, talvez, e tem o Perdigão. Além disso, provavelmente teremos o Diogo Rincón, usando em parte da partida. Você tem de estar com a estrutura da equipe boa para que quem entre jogue bem."A mesma linha de raciocínio tem o zagueiro Chicão. "A gente sabe que o campeonato está nivelado, vamos tentar ganhar do Palmeiras. Perdemos grandes jogadores por suspensão, não podemos lamentar a falta deles, mas dar moral para quem vai entrar."O meia-atacante Acosta, feliz da vida com o gol marcado contra a Ponte, deixava escapar a pontinha de lamentação com a suspensão pelo terceiro cartão amarelo. "Fico contente de estar entre os quatro melhores na classificação com o Corinthians, pelo gol marcado, mas fico chateado de não jogar contra o Palmeiras, queria jogar este jogo..."ARBITRAGEM MELHORApesar da festa, a diretoria fez questão de criticar a arbitragem de Marcelo Rogério. "Fomos prejudicados mais uma vez. Foi anulado um gol claro de Acosta e não foi marcado um pênalti em André Santos. Ao longo das partidas, o Corinthians já perdeu de cinco a seis pontos. Poderíamos ser o primeiro colocado", desabafou o diretor-técnico Antônio Carlos.Ele detalha sua reclamação. "Fizemos dois gols para valer um. O impedimento do Acosta foi mal marcado, não sei se foi o juiz ou o bandeira; no segundo tempo teve um pênalti no André Santos, cartões amarelos de forma errada... A gente vem manifestar para que possa melhor no futuro e para que a gente não volte a ter de falar disso".A principal crítica é pelo lance que originou o cartão para o atacante Dentinho. "Ele deu um carrinho lateral e tomou o cartão amarelo. Os jogadores da Ponte também deram esse tipo de carrinho e não tomaram", exemplifica. Sobre os outros cartões, tudo certo. "O [cartão] do Fabinho e do Acosta foram corretos, embora eu não concorde com essa de cartão para quem vai comemorar."A diretoria do Corinthians vai tentar entrar em acordo com o Palmeiras para que aconteça um pedido conjunto: um árbitro Fifa para o clássico de domingo e não uma revelação como tanto gosta a FPF. (Com Cosme Rímoli, do Jornal da Tarde)

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