Arquivo/Agência Estado
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Corinthians domina cenário nacional após conquista do primeiro título

Clube supera longa espera para se tornar quem mais ganhou títulos do Brasileiro desde 1990

Wilson Baldini Jr., O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2017 | 00h18

Após ficar quase 23 anos na fila, sem título, o torcedor do Corinthians sofreu com as gozações dos adversários por causa do jejum de conquistas nacionais. A fase de secura chegou ao fim em 1990. De lá para cá, o clube alvinegro ganhou mais seis troféus. Nenhuma outra equipe conquistou tantos títulos nacionais neste período. Nos 27 anos de 1990 a 2017, o São Paulo terminou em primeiro lugar quatro vezes. O Palmeiras, seu maior rival, deu volta olímpica em três oportunidades, enquanto que o Santos conquistou a competição nacional duas vezes.

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1990

A primeira conquista corintiana veio com um time limitado, mas de muita determinação. Ronaldo, Marcelo Djian, Wilson Mano, Tupãzinho e Neto eram os destaques do grupo. Nelsinho Baptista, o treinador.

Após campanha irregular na fase de classificação, a equipe superou Atlético Mineiro e Bahia. Veio então a decisão contra o São Paulo, de Telê Santana. O Corinthians venceu os dois jogos por 1 a 0, com direito a gol chorado de Tupãzinho no duelo decisivo dentro de um Morumbi com mais de 100 mil pessoas.

1998

Com Vanderlei Luxemburgo no comando, a torcida pôde acompanhar um dos melhores momentos da história do clube, com uma equipe que tinha Gamarra, Rincón, Vampeta, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Edilson Capetinha. Após liderar a primeira fase, vieram os confrontos duros contra Grêmio e Santos, que só foram decididos em três jogos. A final foi diante do Cruzeiro. Empate por 2 a 2 em Minas Gerais e nos dois encontros no Morumbi, um empate por 1 a 1 e vitória alvinegra por 2 a 0.

1999

O time perdeu Gamarra e Vanderlei Luxemburgo, que havia assumido a seleção brasileira, mas foi reforçado por Dida, Kleber e Luizão. Comandado por Oswaldo de Oliveira, passou no mata-mata por Guarani e São Paulo - com Dida pegando dois pênaltis de Raí. A final foi contra o Atlético Mineiro: derrota por 3 a 2, vitória por 2 a 0 e empate em 0 a 0 deram o tri ao Corinthians.

2005

 Na terceira edição dos pontos corridos, o campeonato foi marcado pela Máfia do Apito. O esquema do árbitro paulista Edilson Pereira de Carvalho foi flagrado e 11 partidas remarcadas. Carlitos Tevez e Nilmar garantiram jogos memoráveis para a torcida corintiana como os 7 a 1 sobre o Santos, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

O experiente Antonio Lopes assumiu o comando da equipe na reta final e conseguiu levar o time na liderança com três pontos de vantagem sobre o Internacional (81 a 78), que reclama até hoje de um pênalti não marcado em Tinga no empate por 1 a 1, também no Pacaembu.

2011

O ano começara de forma traumática para os corintianos com a desclassificação na pré-Libertadores para o desconhecido Deportes Tolima, da Colômbia. Com Tite no comando, o elenco não tinha craques, mas era muito dedicado taticamente. Com uma campanha regular, obteve o quinto título nacional na última rodada com um empate sem gols com o Palmeiras.

2015

Mais uma vez com Tite dando as ordens, o Corinthians tinha poucos remanescentes do grupo campeão mundial em 2012. O time travou bela disputa com o Atlético Mineiro até conseguir uma grande vitória em Minas Gerais por 3 a 0. Celebrou a taça ao empatar com o Vasco, no Rio de Janeiro, e depois goleou o rival São Paulo por 6 a 1, no estádio Itaquerão, mesmo com o time reserva.

 

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