Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians e Werther Santana/Estadão
Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians e Werther Santana/Estadão

Corinthians e Palmeiras aproveitam embalo de heróis improváveis para subir no Brasileirão

Romero e Bruno Henrique superaram desconfiança e, com dedicação, se mostram cada dia mais decisivos para seus clubes

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2018 | 05h00

De olho nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, Corinthians e Palmeiras apostam nos bons momentos de jogadores que tiveram que superar desconfiança e até vaias para agora ajudar seus respectivos times a subir na tabela. Ontem, mais uma vez o corintiano Romero e o palmeirense Bruno Henrique foram decisivos e ganham moral para a sequência do ano.

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No clube alvinegro desde 2014, o atacante paraguaio vive seu melhor momento. Deixa para trás as desconfianças que o fizeram até perder a condição de titular em temporadas passadas para assumir um protagonismo “improvável”. Ontem, com três gols marcados diante do Vasco, Romero superou o número de gols de ninguém menos do que Ronaldo Fenômeno com a camisa do Corinthians. Foi a 37, contra 35 do ex-jogador. Romero comandou a virada do time de Osmar Loss com a mesma frieza que demonstrou ao se destacar na vitória corintiana sobre o Cruzeiro semana passada por 2 a 0 – ele marcou os dois.

Romero também passou Rodriguinho e, como “falso 9” de Loss, tornou-se o artilheiro do Corinthians no Brasileiro, com seis gols. Todos após a parada para a Copa do Mundo – o Corinthians balançou as redes nove vezes de lá para cá. O treinador vê seu destaque como um jogador completo. “Romero nós já conhecemos bem, é o artilheiro da arena, ele veste a camisa, tem a raça do jogador corintiano”, disse Loss. “Ainda tem muito para evoluir. Às vezes queremos explicar tudo com base na habilidade. Mas o futebol não é só habilidade. Romero tem um pouco de tudo isso. Exerce muitas funções.”

No Palmeiras, Bruno Henrique vive fase de artilheiro. Entre os atletas do time, o volante só tem menos gols do que Willian no Nacional (7 a 5). Tem 11 na temporada. Ontem, mais uma vez ele demonstrou boa movimentação e precisão para comandar a vitória por 3 a 0 sobre o Paraná. Já tinha feito dois gols contra o Atlético-MG (o segundo no último minuto, que garantiu a vitória por 3 a 2). Repetiu a dose. Ganhou status de capitão e mostra que tem moral no time que será comandado por Felipão agora. 

“Vou continuar fazendo o meu trabalho, como sempre venho fazendo e o Felipão terá o comando do time”, disse o jogador. “Se ele optar por mim (para continuar no meio), vou sempre fazer o meu melhor e procurar acertar. Quando surge a oportunidade de atacar, seja jogando com Moisés ou com Felipe (Melo), dou uma olhadinha para trás porque se um sobe, o outro tem de ficar. Então quando é minha chance, subo ao ataque e torço para sobrar uma bola boa.” Tem sobrado.

Com passagem pelo Corinthians, Bruno Henrique ouviu vaias quando chegou ao Palmeiras no ano passado. Com dedicação e trabalho, e paciência para esperar sua vez, deixou a desconfiança para trás. O técnico interino do Palmeiras, Wesley Carvalho, valoriza a evolução do atleta e seu entrosamento com o grupo. “Bruno está colhendo os frutos que plantou. Ele é sério. Com o tripé formado por ele, Moisés e Scarpa, depois com Hyoran, tivemos bom equilíbrio de transição diante do Paraná.”

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