JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

Sob tensão, Corinthians e Palmeiras buscam afirmação no clássico

Devendo futebol, rivais tentam contornar problemas

Daniel Batista, Vitor Marques, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2015 | 07h00

No dia 19 de abril, Corinthians e Palmeiras jogaram uma semifinal de Paulistão em Itaquera. Esbanjavam otimismo e estavam em alta. Neste domingo, pouco mais de um mês depois, os rivais voltam a se enfrentar no estádio corintiano. E ambos vivem clima de incertezas.

Aquela semifinal, decidida nos pênaltis, foi um marco para os dois times nesta temporada. O “badalado” Corinthians foi eliminado, entrou numa sequência de atuações ruins e alguns dias depois deu adeus também à Libertadores. O Palmeiras avançou, mas dali em diante não fez outra partida no mesmo nível. Perdeu o título para o Santos, ainda não venceu no Brasileiro e empatou em casa com o ASA pela Copa do Brasil.

O Corinthians, um dos líderes do campeonato, precisa mostrar que existe vida sem Guerrero, agora no Flamengo, enquanto o Palmeiras joga para não entrar na desconfortável zona de rebaixamento.

Por isso esta claro que situação mais delicada é do Palmeiras, que viveu uma semana de tensão e, sobretudo, de pressão sobre o trabalho de Oswaldo de Oliveira. Uma derrota pode custar o cargo ao treinador.

O técnico do Palmeiras nunca esteve tão pressionado no cargo, embora tente brincar com a situação. Mas no começo da semana o diretor de futebol, Alexandre Mattos fez uma reunião com os jogadores no gramado e os cobrou duramente. “Toda vez que tiver um Palmeiras e Corinthians será de tensão. Quem cometer uma falha pode pagar caro”, disse Oswaldo.

Tite tem respaldo da diretoria. E a debandada de jogadores após a eliminação na Libertadores tira o peso das costas do treinador em caso de má campanha no Brasileiro. Guerrero foi embora, Sheik está se despedindo e outros podem sair: Elias, Renato Augusto, Gil e Felipe.

Se o Corinthians perder hoje entra em crise? Tite garante que não: “Para quem gosta de sensacionalismo, pode dizer que sim, mas para quem é criterioso é só olhar o trabalho.”

NOVO ESQUEMA

Tite enfrentou problemas para montar o time. Seu melhor atacante, Vagner Love, está fora de forma. A solução foi apostar em Romero, pela primeira vez titular em 2015. “Premio quem está melhor”, afirmou.

O treinador vai povoar o meio-campo e tentar ganhar no toque de bola e na marcação alta, empurrando o Palmeiras. No segundo tempo, a opção é a velocidade de Mendoza ou a experiência de Danilo. Elias ficará no banco porque Tite já pensa o time sem ele – o volante vai para a Copa América.

Oswaldo de Oliveira fará mudanças. A tendência é que, na dúvida entre Leandro Pereira e Cristaldo, ele resolva tirar os dois – ambos só têm decepcionado. A ideia é manter Kelvin e Zé Roberto nas pontas, Valdivia centralizado no meio e Rafael Marques mais à frente.

O treinador resolveu manter Zé Roberto no meio como forma de dar ritmo de jogo para Egídio e ainda colocar alguém para dividir a criação de jogadas com Valdivia, que pode viver um dia especial hoje.

Com contrato até o dia 17 de agosto e tendo que se apresentar na seleção chilena para a disputa da Copa América na terça-feira, Valdivia pode fazer sua última partida com a camisa alviverde. Como a renovação de contrato parece algo cada vez mais distante, existe a possibilidade dele ser liberado após a competição continental.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Edu Dracena, Gil e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Petros, Jadson e Renato Augusto; Romero

Técnico: Tite

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca, Valdivia, Zé Roberto e Kelvin; Rafael Marques

Técnico: Oswaldo de Oliveira

JUIZ: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)

LOCAL: Itaquerão

HORÁRIO: 16h

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