Corinthians e Palmeiras em busca da liderança do Brasileirão

Clássico em Presidente Prudente é importante para bom momentos dos rivais paulistas na competição nacional

Bruno Deiro e Fabio Hecico, O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2009 | 20h11

Arte/AE

Ronaldo e Marcos são as principais estrelas do clássico paulista; Corinthians e Palmeiras no Prudentão

SÃO PAULO - Corinthians x Palmeiras, a final que a maioria esperava ver no Campeonato Paulista não ocorreu por causa do intrometido Santos, então embalado sob o comando de Vagner Mancini. Neste domingo, às 16 horas, no Prudentão, com cobertura do estadao.com.br e transmissão ao vivo da Rádio Eldorado/ESPN - AM 700 e FM 107,3, os dois rivais históricos compensam as torcidas com duelo com sabor de decisão pelo Brasileiro.

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Mesmo com mudanças nos elencos ou no comando técnico - caso do Palmeiras -, mantêm a boa fase. Em jogo, a permanência no G4 e até eventual salto na classificação da competição. Os palmeirenses têm 25 pontos - três a menos do que o líder Atlético-MG -, enquanto os corintianos estão com 23.

Pela segunda vez no ano, o palco do confronto será Presidente Prudente. Atrativos não faltarão na cidade do interior, distante 560 quilômetros da capital. Será a volta do Fenômeno Ronaldo ao estádio em que fez seu primeiro gol com a camisa corintiana. Das tribunas, o novo técnico palmeirense Muricy Ramalho acompanhará seus novos comandados na despedida de Jorginho do cargo - será seu auxiliar a partir de segunda.

"Corinthians e Palmeiras é uma disputa à parte nos campeonatos", observou Dentinho. Verdade. Até quando não têm condições de levantar a taça, ganhar o clássico e terminar à frente do arquirrival significa fechar o ano com ar de satisfação. Imagine, então, agora, no em que ambos estão entre os melhores e lutam, ponto a ponto, para alcançar o topo da tabela.

"O campeonato ainda não chegou a sua metade e nossa prioridade é seguir entre os quatro melhores. Para, na reta final, entrarmos com tudo na briga pelo título, nossa única ambição na competição", afirmou o técnico Mano Menezes. Com vaga na Libertadores de 2010, nada mais está em jogo no Nacional para seu clube que não seja a conquista.

Na verdade, há algo bastante importante para o corintiano. Desde o dia 6 de outubro de 2006 não comemora três pontos diante do Palmeiras. Foram quatro derrotas e um empate - o do início do ano. O triunfo que já quase não vem na memória saiu numa cabeçada de Marcelo Mattos. Faz tanto tempo que nenhum daqueles titulares hoje defende o Corinthians.

Pelo lado do Palmeiras, a dúvida é a participação que Muricy Ramalho terá no clássico. O novo treinador já admitiu que pode acompanhar a preleção e o intervalo, desde que o interino Jorginho concorde.

 Corinthians
Felipe; Alessandro (Diogo), Chicão, William (Jean) e Diego; Jucilei, Elias e Douglas (Morais); Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo
Técnico: Mano Menezes
 Palmeiras
Marcos; Wendel, Danilo, Maurício Ramos e Armero; Pierre, Edmílson (Sandro Silva), Cleiton Xavier e Diego Souza; Willians (Ortigoza) e Obina
Técnico: Jorginho (interino)
Árbitro: Leonardo Gaciba (RS)

Estádio: Prudentão, em Presidente Prudente, SP

Horário: 16 horas

Rádio: Eldorado/ESPN - AM 700/ FM 107,3

TV: Globo e Band

"Tenho de deixá-lo à vontade, mas, se ele pedir uma força, eu ajudo", observou Muricy em sua apresentação, na sexta.

Os dois se conhecem há quase dez anos - em 2000, Muricy Ramalho treinava a Portuguesa Santista e comandou Jorginho, em fim de carreira como jogador. "Ele foi meu camisa 10", lembrou o futuro treinador palmeirense. "No que ele precisar, eu vou ajudar", disse Muricy, elogiando a postura dos atletas sob o comando do interino, que neste domingo faz sua despedida.

O jogo é especial para o ídolo palmeirense Marcos. De fora do duelo no Paulista - quem jogou foi o reserva Bruno -, o goleiro vive a expectativa de, finalmente, enfrentar um velho conhecido. Companheiros na campanha do penta pela seleção brasileira em 2002, Marcos nunca jogou contra Ronaldo.

"Dentro da área, vi poucos jogadores com sua frieza e facilidade em marcar gols", elogiou o capitão Alviverde. "Já disputei muito rachão contra o Ronaldo, mas jamais levei gol dele", finalizou, cheio de orgulho.

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