Corinthians e Palmeiras sofrem com começo de ano ruim

Equipes tropeçam contra adversários menores e somam menos de 50% de aproveitamento no Paulistão

Daniel Akstein Batista e Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

07 de fevereiro de 2008 | 19h10

Arquivo/AEMano diz que tudo está conforme o planejado, mas está ciente que o ataque precisa melhorarSÃO PAULO - Corinthians e Palmeiras, os dois grandes rivais do futebol paulista, se enfrentam no dia 2 de março, no Morumbi, com suas torcidas prometendo grande festa e surpresas. Mas os dois gigantes andam em baixa neste início de temporada, acumulando tropeços e levando seus torcedores à loucura. Em sete rodadas, somam menos de 50% de aproveitamento e caminham juntos para repetir o fiasco de 2007, quando assistiram às semifinais da competição estadual do sofá.  Veja também: Para colunistas, problema do Palmeiras é excesso de confiança Corinthians trabalha para recuperar Lulinha Palmeiras faz proposta oficial para Denilson Com o técnico Vanderlei Luxemburgo e reforços de peso, como o meia Diego Souza e o atacante Alex Mineiro, o Palmeiras é quem mais decepciona. O começo de ano parecia promissor, com os milhões de dólares que a Traffic prometeu investir no clube. Mas, até agora, os resultados mostram uma outra realidade: apenas oito pontos conquistados e quatro jogos consecutivos sem vitória (um empate e três derrotas). A justificativa dada por Luxemburgo - e pelos jogadores - é a de que o time ainda está desentrosado, em fase de montagem. Não deixa de ser verdade: Léo Lima e Jorge Preá estrearam na quarta-feira, na vexatória derrota para o Guaratinguetá, por 3 a 0. No mesmo jogo, o veterano o goleiro Marcos voltou a atuar, após 311 dias parado. O discurso de Luxemburgo pode até animar os torcedores mais empolgados. Mas não deixa de irritar alguns deles: afinal, como falar que está tudo bem após três derrotas seguidas? "Este time ainda vai deslanchar", promete o treinador do Palmeiras. Os torcedores do Corinthians são unânimes em dizer: 2007 foi o pior ano da história corintiana, principalmente por causa do rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Mas aquele time que manchou o nome do clube com resultados pífios conseguiu ter números melhores no Paulistão do que o atual elenco está conseguindo neste início de campeonato estadual.  "A torcida está vindo, nos dando força, já não dá mais para ficarmos pedindo paciência. Temos de vencer", reconhece o volante Perdigão, após quatro jogos sem vitória e a posição intermediária na tabela de classificação. Arquivo/AELuxemburgo pede paciência à torcida; para ele, o time vai engrenar a qualquer momentoDepois de três 0 a 0 seguidos, o ataque corintiano finalmente desencantou na quarta-feira, quando Dentinho marcou um gol no empate de 1 a 1 com o Barueri. Foi o sétimo gol do Corinthians em sete rodadas do Paulistão, média de 1 por jogo, distante dos 1,84 conseguidos no campeonato estadual de 2007, no qual o time foi o 9º colocado.  O aproveitamento corintiano em 2008 também é aquém do esperado após a contratação de 15 reforços: 47,6% diante de 50,8% no Paulistão do ano passado. "Time grande como o nosso tem de se impor diante dos rivais menores. Não podemos só ficar empatando", reclama o goleiro Felipe. "Mas pelo menos não estamos perdendo, o grupo e novo e logo a coisa muda." Os discursos de Corinthians e Palmeiras são semelhantes. Mas ambos sabem que só uma volta por cima, com classificação e conseqüente conquista do título paulista, evita cobrança excessiva neste primeiro semestre, no qual ainda disputarão a Copa do Brasil.

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