Corinthians e Paraná empatam em Curitiba

Geninho respirava aliviado ao final da partida neste domingo em Curitiba. Mesmo desfigurado, o Corinthians evitou o pior e empatou com o Paraná por 1 a 1. O resultado garantiu ao time paulista a nona colocação no final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Para conseguir a igualdade, depois de sofrer o gol de Renaldo aos 48 segundos, o treinador abriu mão do seu esquema predileto ? o 3-5-2 ? e acompanhou a reação se concretizar em um lindo chute de Fabinho. ?Esse Brasileiro é como se fosse uma corrida. Com o final do primeiro turno estamos terminando a curva e vamos entrar na reta decisiva. Agora é a hora de correr para buscar esse pessoal que está liderando. Não foi uma produção ruim do Corinthians até agora, mas temos de melhorar?, analisava Geninho. O treinador tinha motivos para respirar porque considerava a partida deste domingo dificílima. Não pela força do adversário, mas pela fragilidade do time que a diretoria lhe ofereceu para colocar em campo. Com as estréias de dois jogadores completamente desentrosados do resto do grupo (Marcus Vinícius, de 18 anos, e Robert, de 32), César e o também jovem Betão foram escalados para ajudá-los. No fim, deu certo. O início da partida deixava antever uma tragédia. Bastaram 48 segundos para o lateral Fabinho buscar a linha de fundo e cruzar na cabeça de Renaldo, que se antecipou para fazer 1 a 0 para o Paraná. Como era de se esperar, o gol desestabilizou o Corinthians, que recuou. O problema estava na afobação do time de Saulo Freitas. Apesar da armação tática montada por Geninho, os paranaenses tinham liberdade para invadir a intermediária trocando passes. O erro estava na insistência em chutar de fora da área de maneira desesperada. A falta de pontaria e a irritação dos torcedores adversários com os ataques desperdiçados serviram para animar os corintianos. Mas havia um problema que precisava ser corrigido. Robert, desentrosado e fora de forma, não poderia continuar com a missão de ser o único articulador. Fabinho e Fabrício só se esforçavam em marcar. O resultado foi um futebol fraco, pobre em chances de gol. A mediocridade atingiu o árbitro Carlos Eugênio Simon, que não quis marcar pênalti claro de Fabinho em Fernandinho. No segundo tempo, Geninho abandonou o 3-5-2; tirou o zagueiro Betão e colocou Jamelli no meio para ajudar Robert. Os volantes corintianos ganharam mais espaço. E logo aos cinco minutos, Fabinho acertou um chute maravilhoso da entrada da área e empatou: 1 a 1. Com a igualdade, o Paraná ainda tentou reagir. Mas da maneira errada. Com lançamentos e excesso de levantamentos para a área da intermediária. Melhor para a defesa corintiana, que ficou rebatendo bolas e travando a partida com faltas no meio-de-campo. Foi feio demais, mas o empate estava garantido.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2003 | 19h48

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